domingo, 25 de novembro de 2007

O Ti Américo


Mais uma história.
Ti Américo, quem não se lembra dele??

Muito pão lhe comprei....

E continua o Frederico.......

"Outra pessoa que faz parte do meu imaginário infantil é o Ti Américo. Durante largos anos, o Ti Américo vendeu pão, porta a porta. A sua chegada era anunciada também pela buzina da carrinha a tocar, julgo que três vezes.
Ao pé do talho, onde eu morava, a sua chegada acontecia mais ou menos ao meio-dia, muitas vezes tocava a buzina ao mesmo tempo que tocava a sirene dos bombeiros de São Pedro.
Enquanto vendia o magnífico pão saloio ou as clássicas carcaças a todas as pessoas da fila que se formava à porta da carrinha - muitas já estavam à espera antes da chegada da carrinha, outras esperavam pelo sinal sonoro - o irmão, do qual não consigo recordar o nome, ia de porta em porta fazer entregas às pessoas mais idosas ou debilitadas, levando o pão num saco de farinha, de papel, que transportava às costas, e na frente levava uma bolsa de pele com dinheiro para fazer os trocos.
Naquele tempo, a maioria das pessoas pagava o pão à semana ou ao mês. O Ti Américo apontava o que vendia, num maço de papel manteiga preso por uma mola preta metálica, o lápis de carvão atrás da orelha era uma amigo fiel deste simpático e bondoso homem.
Felizmente, ainda se encontra vivo e, tanto quanto sei, de boa saúde."

Frederico M.

O cemitério da Charneca - Parte II

Ainda do mesmo livro mencionado na 1ª postagem, retirei mais algumas informações que nos dão conta da existência do cemitério.

" Em 18 de Agosto de 1858, foi deliberado que se procedesse a pequenos arranjos na Ermida do cemitário da Charneca, e se plantem no mesmo cemitário alguns ciprestes e arbustos, fazendo-se quanto possível a limpeza e aformozeamento do mesmo, sendo eu secretário do encarregado.
Não sei se foram feitas a plantação de ciprestes e arbustos. Hoje nada existe.
Na reunião camarária de 3 de Março de 1859 foi lido um ofício da Administração do Concelho, chamando a atenção da Câmara para o estado em que se encontrava a ermida e o cemitério da Charneca. Não faz qualquer referência aos factos que originaram a feitura do ofício.
A Câmara deliberou marcar o dia 16, quarta-feira, para, antes da reunião, fazer uma inspecção ao cemitério, com intervenção de um mestre de obras.
No dia marcado foi, efectivamente, feita a diligência deliberada(...) na acta pode ler-se:
Tendo a Câmara inspecionado hoje o cemitário da Charneca e reconhecendo as dificuldades de continuarem alli os enterramentos já pela má qualidade do terreno que é pedregoso e barrento dificil de consumir os corpos, já pelo mau estado da Ermida; delibera-se que na 4ª frª 23 pelas dez oras (sic) se inspecione o Cemitério de S.Sebastião afim de conhecer-se se a área offerece a capacidade necessária para alli serem enterrados os cadaveres da freguezia de São Pedro - ou augmentando para esse fim.
Na acta do dia 23 consta o seguinte:
Tendo a camara examinado o cemitério de S.Sebastião conheceu que o mesmo tem a capacidade necessária para alli terem lugar os enterramentos de freguezia de S.Pedro de Penaferrim(...) Cessando por esta forma desde já os enterramentos no cemitério da Charneca, o qual será todavia conservado para o caso d'alguma epidemia(...)
Documentos antigos referem-se ainda a um cemitério de Vale de Porcas. Seriam dois cemitários muito próximo um do outro.(...)
O de Vale de Porcas existiu próximo deste lugar, nas trazeiras do conhecido chafariz da Charneca, um pouco abaixo de Ranholas. Daqui se tira a conclusão de que o cemitário da Charneca era também conhecido por do Campo da Lebre e de Vale de Porcas
O cemitério da Charneca foi benzido em 14 de Outubro de 1857 e, a suspensão de enterramentos, foi ordenada a 16 de Março de 1859.
Não durou dois anos!
A título de curiosidade, o cemitério de S. Sebastião situava-se atrás da cadeia Comarcã (onde é hoje a GNR- Sintra), numa área que abrangia toda a encosta entre as ruas João de Deus e das Murtas."
E assim ficamos a saber que em tempos muito remotos o cemitério era muito próximo da Abrunheira.

Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher




"Um dia por todas as mulheres do mundo 25 de Novembro
Em 1999, as Nações Unidas (ONU) designaram oficialmente 25 de Novembro como Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher.Antes desta indicação da ONU, o dia 25 de Novembro já era vivido pelo movimento internacional de mulheres. A data está relacionada com a homenagem a Tereza, Mirabal-Patrícia e Minerva, presas, torturadas e assassinadas em 1960, a mando do ditador da República Dominicana Rafael Trujillo.




A mulher sofre diversas formas de violência. Quando pertence às classes menos favorecidas, sofre a violência de classe. Quando não é branca, sofre a violência racial. Pode ser vítima de uma violência múltipla, por exemplo, quando é negra e pobre. No entanto, a mulher, independentemente da sua classe social, raça e idade, sofre também uma violência específica, de género, derivada da subalternização da população feminina. A organização social de género, atribui aos homens, prerrogativas que lhes permitem ditar normas de conduta para as mulheres, bem como julgar a aplicação correcta dessas normas.




Temos de eliminar a violência doméstica
A violência contra a mulher é um problema complexo, que não se resolverá de forma simplista. Encontrar soluções, representa um enorme desafio para o movimento feminista, para as mulheres em geral, e para todos os segmentos da sociedade. Tal como o problema do racismo, é um problema de todos e de nenhuma raça em particular, também, o problema da violência contra a mulher, é um problema de todos e não apenas das mulheres.A violência contra a mulher, é também, um problema de saúde pública. O reconhecimento deste facto, implica a qualificação e formação dos profissionais de saúde, para enfrentarem este problema. Na área educacional, é preciso lutar por uma educação não sexista. E preciso incentivar a elaboração de livros, de unidades didácticas, que explicitem as contradições de género e combatam as discriminações. Os docentes e outro pessoal, com trabalho nas escolas, devem ter qualificação e formação que lhes permita não terem comportamentos sexistas, e contrariarem, tais comportamentos nos alunos.É necessário desenvolver uma rede de casas abrigo. Oferecer qualificação e formação de recursos humanos, visando melhorar a qualidade do acolhimento.Finalmente, torna-se necessário travar uma luta, em todas as frentes, contra os preconceitos, estereótipos e tabus, que contribuem para difundir uma visão de subalternidade da mulher e, desse modo, legitimar a violência.As mulheres têm de continuar a trabalhar para conquistarem espaços de cidadania, fazendo valer os seus direitos e tendo uma maior participação política — nos cinco Poderes, movimentos sociais, sindicais, económicos, culturais, políticos – num decidido processo de ganho permanente de poder."
Fonte: Rede Feminista de Saúde e OCDE

sábado, 24 de novembro de 2007

Personagens com importância...

"Sempre que penso em escrever mais uma memória para o blog, lembro-me de centenas de outros temas sobre o passado recente da Abrunheira que seriam de muito interesse.
Desta vez, optei pelo comércio porta a porta, contando a história de alguns personagens que por aqui passavam mais ou menos ocasionalmente, o que mostra bem o que era esta terra há bem poucos anos.

Começo pelo incontornável "Pitrolino". Este senhor conduzia uma carrinha de caixa fechada e fazia, rua a rua, venda de materiais de mercearia e, inevitavelmente, de petróleo. A sua chegada era anunciada pelo apitar da buzina da viatura, e passados alguns momentos, a frente do seu estabelecimento, que era a lateral da carrinha, estava repleta de clientes que, ao longo dos anos, se tornaram fieis e que o visitavam sempre que por aqui se via. A última vez que me recordo de ver a carrinha por cá, talvez já não fosse a mesma pessoa, mas um filho do primeiro, e terá acontecido num período que medeia entre 5 e 10 anos atrás.
Outro acontecimento de índole comercial, mas também lúdica, e que juntava muitos dos moradores, era o aparecimento de umas camionetas de grande dimensão que vendiam artigos para o lar. O que alertava a população cá da terra era a música estridente que ecoava pelos megafones e que podia ser ouvida em todo o lado.
Normalmente, estas personagens apareciam ao fim da tarde e desapareciam ao crepúsculo, da mesma forma como apareciam.
O "staff" do estabelecimento comercial ambulante era constituído por duas ou três pessoas da mesma família. Uma delas, normalmente uma senhora, começa uma lenga-lenga para vender, por exemplo, um cobertor - falo do cobertor porque tenho esta imagem presente:
- Ora muito boa tarde minhas senhoras e meus senhores, hoje trazemos a esta simpática aldeia alguns dos mais inovadores produtos que podem ser encontrados nas melhores fábricas e casas da especialidade do país!
Hoje temos para vos oferecer este magnifico cobertor que numa loja da especialidade pode custar quinhentos escudos ou mais, quinhentos escudos minhas senhoras e meus senhores, mas hoje, especialmente para V. as Ex.as, não vai ser vendido, nem por quinhentos, nem por quatrocentos, mas apenas por trezentos escudos, só 300 "méreis", minhas senhoras e meus senhores. E quem comprar não leva só um cobertor, leva dois, dois, dois magníficos cobertores e para não ficarem tristes ainda recebem um magnifico faqueiro, oferta da casa!
Depois da lenga-lenga repetida duas ou três vezes lá se ouvia:
- P`ra aquela senhora, Manel, sai um magnífico conjunto de cobertores, por 300 "méreis" e um também para aquele senhor ali atrás.
Bem, as ofertas iam tanto quanto me lembro, de 20 "méreis" - um Santo António verdinho, até 500 ou mesmo mil escudos.
Não consigo precisar desde há quanto tempo isto não acontece, já se varreu da minha memória e não consigo encontrar nenhuma referência temporal para lá chegar.
Este espectáculo acontecia, desde que eu me lembro, em frente à tasca da Ti Emília."
Frederico Madeira
CONTINUA....

Decorações de Natal

Estas fotos não são da Abrunheira. Apenas servem de exemplo.


Em anos anteriores observei bastantes vivendas, andares, lojas, etc. decoradas e bem para receber o Natal. Este ano gostava de lançar aqui um desafio. Mostrar neste blog o quanto as gentes da Abrunheira são "vaidosas" e gostam de mostar bonitos ornamentos de Natal. Já tive oportunidade de ver alguns, que em breve mostrarei, mas gostava de mostrar todos, por isso se passar por alguma casa decorada tire uma foto e envie, se não tiver oportunidade de registar então mande a localização que a foto aparecerá.
Não pretendo realizar nenhum concurso, o objectivo é apenas divulgar .

Conto convosco para mostrar aqui as belezas natalícias da nossa bela terra.

Opinião

Na nossa amiga Alda recebi um e-mail com alguma informações sobre as actividades na Urca.
Cara Aldeã
Permita-me discordar de Sandra quando num dos comentários dela sobre a URCA, diz que as actividades são muito pouco abrangentes, pois eu respondo o contrário e digo mais sobre essas actividades,para quem não sabe há bastantes para todos os gostos, idades e sexo.Começando pelas danças de salão, dança moderna hip-hop, karaté, dança do ventre, stepmix,atletismo, aerostep localizada, acho que não me esqueci de nenhuma se aconteceu peço desculpa.O problema que se depara na URCA é que a direcção não consegue fazer nada pois são poucos e não tem ajuda de lado nenhum .Precisavam de fazer algo para angariar fundos para puderem fazer umas pequenas obras e serem mais reconhecidos ,por exemplo: Organizar um mês cultural todos os anos e apresentar ao longo do mês vários temas e actividades, pedir na altura desses eventos aos estabelecimentos que patrocinem nem que seja para terem o nome nos cartazes, mais coisas,na altura fazer também um bazar para recolha de fundos, fazer mais apresentações das actividades, fazer bailes para chamar os nossos jovens que estão muito afastados deste tipo de coisa há que incentivá-los com festas próprias pra a idade deles, sei lá n. n.n.n. de ideias que se podem pôr em prática é só preciso que haja ajuda e não criticas.
Obrigada
Cara Alda, das actividades que referiu poucas são para crianças pequenas e penso que era a isto que a amiga Sandra se referia.
Quanto a dizer que na direcção da Urca são poucos, penso que nem sequer o deveria dizer, pois uma direcção deve funcionar no mínimo com 9 elementos, agora se eles vão saindo é um problema que os restantes elementos devem resolver, substituindo pelos suplentes, mas se já nem esses existem, então, se não estão presentes o número de elementos para fazer andar uma colectividade devem convocar novas eleições.
Ainda, se são poucos porque não fizeram assembleia para eleição de novos corpos gerentes no tempo que lhes competia( Março ou Abril)?
Quanto a ajudas, acredito que sim, mas isso é a direcção que tem de o fazer junto dos seus sócios(sócio é aquele que tem as quotas em dia), é pois uma forma de envolver a comunidade.
Quanto às actividades, julgo que apenas utilizam o espaço da Urca, pois se fossem dinamizadas pela Urca todos os seus participantes deveriam ser sócios, o que não é o caso, não sei se em todas as actividades, mas em algumas a grande parte não o é.
Que vantagem tenho em ser sócio se ao contrário do meu amigo que não é sócio, eu pago mais pela actividade (mensalidade e quota) e ela apenas paga a mensalidade. Já que admitem quem não é sócio então deveria existir uma diferença na mensalidade, desta forma talvez o número de sócios aumentasse, logo mais verbas a entrar, ou não será??
Estou de acordo consigo quando diz que deveriam fazer algo para serem reconhecidos e angariar fundos, deveriam ser uma peça fundamental na vida da comunidade, quanto a festas bailes etc, também estou de acordo que o devem fazer, embora sabendo que os primeiros provávelmente serão fracos, mas é tudo uma questão de hábito. Como há tantos anos que a actividade é fraca, as pessoas não aderem, mas há que insistir, se noutras terras se consegue retomar, e com sucesso, as actividades de antigamente porqe não conseguir também aqui?
Pode ser que hoje apareça uma direcção pronta a levantar a Urca, eu cá estarei para ajudar.
SE É SÓCIO, HOJE PELAS 17 HORAS, NA SALA DO SÓCIO REALIZA-SE ASSEMBLEIA GERAL PARA APROVAÇÂO DAS CONTAS DE 2005/2006 E ELEIÇÂO DOS CORPOS GERENTES PARA 2008/2009.
NÃO FALTE; A URCA PRECISA DE SI.
Aldeã

Habitantes importantes.............

O "Ti Faneca"
E o Faneca Velho toca, toca… e o pé bate, bate… e o cigarro no canto da boca, arde, arde… e os pares dançam, dançam, dançam…. até que, o Rafael Coxo, faz sinal ao Faneca Velho, e a concertina pára.… e o Rafael Coxo sobe ao palanque, e diz do alto da sua sapiência: "Alto e para o baile, …. É favor os Cavalheiros levarem as Damas ao bufete!" E o Faneca Velho volta a por a concertina a jeito e lá começa a tocar, a tocar… e o pé a bater, a bater… e tudo volta ao mesmo, só os Cavalheiros é que não acham graça à intervenção do Rafael Coxo, é que, nestas coisas, o Rafael Coxo é Mestre. A ciência toda está em saber, ou calcular, qual é a moda em que o Rafael Coxo manda as Damas ao bufete, é que para os Cavalheiros, cinco ou dez tostões é dinheiro, e uma gasosa ou uma laranjada é o bastante para lhe levarem o que sobrou para o fim de semana, e nem sempre a Dama o merece. Mas, não pode ficar mal à frente do pessoal, e regra é regra. O cigarro do Faneca Velho está a chegar ao fim, quase lhe queima os lábios, que habituados já estão destas queimadelas, e é o tempo para a moda chegar ao fim. O cigarro é como se fosse uma ampulheta, mede o tempo da tocadela assim como o bater do pé mede o compasso da moda.
Os pares desfazem-se, os Cavalheiros regressam ao seu sítio do lado da porta e em frente ao balcão do bufete, por detrás dos dois bancos corridos que estão ali exactamente para marcar o terreno. As Damas, vão para o assento ao lado da sua Mãe, ou de quem está encarregado de controlar com quem a Dama dança, sim, porque essa coisa de ir ao baile tem muito que se lhe diga. Os assentos das Damas e suas acompanhantes são os conhecidos bancos corridos de madeira, dispostos em volta do recinto de dança.
Os Cavalheiros que têm tostões de sobra bebem o seu copo, olham as Damas, ensaiam sinais conhecidos ou piscadelas de olho, e um deles grita ao Faneca velho " Oh Ti Faneca, toque uma devagarinho!", e o Faneca Velho, que destes pedidos está ele farto de ouvir, e também porque tinha tanto de malandreco como de cabelo em falta na cabeça, põe a mão em jeito de funil na orelha, e responde bem alto para o Cavalheiro atrevido; " O quê ?? um corridinho ?? É pra já!" E antes que o interlocutor consiga reagir, já se ouvem os primeiros acordes dum corridinho do Algarve, daqueles mesmo muito rápidos.
E o "Ti Faneca" com a sua concertina às costas, pedalando a sua bicicleta, corre, corre… estrada acima, corre, corre…estrada a baixo, Linhó, Albarraque, Manique de Cima e Manique de Baixo, Mem Martins, Casais de Mem Martins, Ranholas, Lourel, Várzea de Sintra, Ribeira de Sintra e… até onde o chamam para tocar uma moda devagarinho ou um corridinho do Algarve….
Nota: O "Velho" em Faneca é sinónimo de respeito, e o Coxo do "Ti Rafael" era alcunha, porque felizmente o "Ti Rafael" não era deficiente motor.
São ambos figuras relevantes da nossa Abrunheira. O "Ti Faneca" era um Artista e Bom Homem conhecido em todo o Concelho de Sintra e Cascais e deve ter morrido nos finais da década de 60 princípio de 70. O "Ti Rafael " meu tio, era O "animador de serviço". Grande entusiasta da vida associativa da nossa Terra. Era da sua responsabilidade a realização dos bailes, enterro do bacalhau no entrudo, e tudo o que era diversão. Quando havia uma festa, uma baile, lá estava o "Rafael Coxo". Penso que morreu no princípio da década de 80.
Silvestre Félix

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Cemitério data de 1857!!!

Depois da história do amigo e colaborador Frederico Madeira, sobre um possivel cemitário na Charneca, lancei-me na pesquisa e eis o que descobri:
Toda a informação que passo a transcrever foi retirada das Obras de José Alberto da Costa Azevedo-V, Memórias do Tempo.
Cemitério da Charneca
Este cemitário, que também foi conhecido por cemitério do Campo da Lebre, situava-se num terreno abaixo de Ranholas que fica por detrás do chafariz que ali existe, possivelmente, de construção anterior.(...) não se vislumbra qualquer vestígio de ter ali existido um cemitário, nem sequer da capela, a qual é referida em vários documentos.
A confirmar a existência de uma capela, temos a acta de reunião camarária de 30 de Abril de 1857, que diz:" Que tendo a Câmara feito vistoria à obra da Ermida do cemitério da Charneca, reconheceu ser indistensável a construção de mais uma casa em tudo igual à sacristia, a qual ficou logo justa com o arrematante daquela obra por mais setenta mil reis que por forma fica aprovada."(...)
A acta de reunião da edilidade, de 23 de Setembro de 1857 diz que foi deliberado que se "officie ao Reverendo Vigario da Vara para dar as providencias necessárias afim de ter lugar a Benção do cemitério da Charneca e das Imagens para o mesmo".
(...) Não encontrei o auto da benção e, sendo de admitir que nenhum enterramento se faria sem a prévia benção, de admitir é, também, que o cemitério se inaugurou em 14 de Outubro de 1857.
Continua...........

Mais um forno!

Do amigo A. Bento recebi este pequeno desafio. Será que alguém se quer juntar a ele?


"Amigos, deixo-vos aqui os trabalhos de casa, para irem pensando no fim-de-semana, é algo que seria muito engraçado, faz parte história da Abrunheira, já fez parte dos meus sonhos, abandonei por falta de tempo, agora aproveito para divulgar a ideia e lanço o repto, logo se verá se há alguém que queira tomar a iniciativa, eu ajudo, mas isto requer algum tempo, vontade e muita organização.
Eu já tive ocasião de falar disto ao antigo Presidente da Junta, que achou a ideia muito engraçada, mas já não deu para continuar porque entretanto acabou o seu mandato.
Como devem saber a Abrunheira teve pelo menos três fornos de cal, dois já foram destruídos, mas um ainda continua de pé, um bocadito degradado é certo, mas ainda dá para recuperar, se houvesse alguém interessado em falar com o dono e com a autarquia, porque não faze-lo funcionar? Pelo menos uma vez no ano, para mostrar às novas gerações a importância que teve a cal em pedra numa determinada época. Hoje ainda é possível encontrar pessoas que trabalharam nesses fornos, que talvez ainda pudessem ser úteis para dar umas dicas.
É evidente que se algum dia ele vier a funcionar, será muito provável que os amigos do ambiente se levantem para reclamar do fumo que produz a queimar a lenha, mas antigamente era assim, e o planeta era mais limpo, e quem lá trabalhou, fumava bem e bebia melhor, morreu de morte natural e com mais de oitenta anos.
Actualmente aqui na Abrunheira, no Inverno, temos noites que na rua mal se pode respirar com o fumo emanado pelas chaminés das lareiras, se abrimos uma janela a casa fica toda perfumada, mas temos que viver com isto, a diferença não deve ser muito grande."
A. Bento

Assembleia de Freguesia de S.Pedro de Penaferrim


Da amiga Margarida Paulos recebi a informação de que se irá realizar, no dia 28, próxima 4ª feira, pelas 21h, na delegação da Junta, na Abrunheira, uma sessão extraordinária da assembleia de freguesia, solicitada pela Bancada do Partido Socialista, com o objectivo de clarificar várias situações surgidas nos últimos tempos, sobretudo no que diz respeito, ao relacionamento do Executivo com a assembleia e com os funcionários e outras questões levantadas na última sessão .


Divulgo esta assembleia porque penso que é de extrema importância para todos os moradores, a nossa presença é sempre muito útil, pois desta forma o executivo tem conhecimento "in loco" das difuculdades por que passamos diáriamente. Por isso se tiver oportunidade não deixe de comparecer.


ORDEM DE TRABALHOS:
1-Constituição de um grupo de Trabalho na Assembleia, com o objectivo de proceder à análise das sugestões e elaboração de um parecer sobre o Processo de Consulta Pública no âmbito do procedimento de Avaliação de Impacte Ambiental do projecto«Variante à EN249-4 entre o Nó da A5 eAbrunheira».
2-Necessidade de clarificar as competências da Junta e seu Presidente e da Assembleia e respectivo Presidente.

2.1-Relacionamento institucional entre os vogais da Junta e a Assembleia,bem como com o pessoal da autarquia.
3-Ponto da situação da implementação do SIADAP(sistema integrado de avaliação do desempenho da administração pública) ao pessoal da autarquia.
4-Solicitação de resposta do Presidente a diversos assuntos levantados na última Assembleia e que ficaram pendentes, pela saída do Presidente antes do encerramento dos trabalhos.

A possível existência de um cemitério ou algo parecido.

Do amigo Frederico Madeira, recebi um e-mail com mais um pouco de história sobre a nossa terra e zona limitrofes.

A foto aqui colocada serve apenas para ilustrar o texto, nada tem a ver com o referido local.

"Esta história já estava prometida há algum tempo. Hoje, tive conhecimento de mais alguns pormenores que já dão para estruturar o texto e que podem indicar alguma importância da Abrunheira e arredores em tempos idos.
Para lá do actual IC 19, na zona que é conhecida por “Charneca”, que corresponde à área envolvente ao início da estrada que passa em frente à antiga Samsung, poderá ter existido, e digo poderá, porque não encontrei até ao momento nenhum documento que o comprove, um antigo cemitério.
A história foi-me contada de viva voz, pelo meu sogro, que conheceu fisicamente o lugar e viu por diversas vezes ossos humanos naquele local, e é passada no início dos anos 50.
Nesta zona, existiam dois casais: o Casal novo, onde ele viveu, e o Casal da Charneca. Os casais eram constituídos por uma casa de habitação, estábulos e hortas adjacentes, e mais alguns terrenos de cultivo, separados fisicamente entre si, mas que pertenciam aos casais.
Um desses terrenos, que pertencia ao Casal da Charneca, era isolado dos outros por um muro em toda a volta, tinha a forma aproximada a um quadrado com 150 metros de lado. Nesse terreno, existia a um canto uma ruína daquilo que poderia ter sido uma capela ou orada. Frequentemente, quando o terreno era lavrado e era feita uma cava profunda, que julgo se chamava”alquevar”, apareciam os ditos ossos humanos. Todos estavam habituados a estes estranhos achados, dada a sua frequência, e os terrenos continuaram a ser semeados, numas alturas de trigo, noutras de outros cereais, até a agricultura desaparecer como forma de sustento das populações desta zona.
Curioso é que, nesta fase, o leite do Casal Novo chegava à Abrunheira de burra, e os terrenos ainda eram trabalhados com juntas de bois, só mais tarde os tractores começaram a ser a força motriz da lavoura.);

Curioso é que, nesta fase, o leite do Casal Novo chegava à Abrunheira de burra, e os terrenos ainda eram trabalhados com juntas de bois, só mais tarde os tractores começaram a ser a força motriz da lavoura."

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Actividades da Associação Idosos

O amigo A. Bento enviou um e-mail onde nos mostra toda a actividade da Associação que preside:
Associação Unitária dos Reformados Pensionistas e Idosos da Freguesia de
S. Pedro de Penaferrim
I.P.S.S.


Filiada na C.N.I.S. e U.D.I.P.S.S.
N.I.F. 501 607 870
Rua Humberto Delgado, 17
Abrunheira
2710-052 Sintra
Tel. Fax. 219 259 294/Telem. 969 160 745
e-mail: a.r.abrunheira@sapo.pt
Valências: Centro de Convívio em acordo c/ Centro Regional de Segurança Social, para 25 utentes.

Actividades Desenvolvidas

CULTURAIS
Visitas a Museus, Palácios, Castelos e outros locais de interesse.
Deslocações a Teatros (Lisboa) e a Revistas e Teatros no Concelho
Actuações com o nosso Grupo Coral, (VOZES DA ABRUNHEIRA)

RECREATIVAS
Bailes (anos 60)
Almoços e Pic Nics
Festas mensais de aniversário dos sócios (inactiva em 2007 por falta de aderência)
Festas de aniversário da Associação
Festa de Natal dos nossos idosos

DESPORTIVAS
Ginástica de gerontomotricidade duas vezes por semana c/ 30 pessoas ás 9h30m (organização da Associação) comparticipado pelos praticantes.
Aulas de hidroginástica (comparticipadas) duas vezes por semana c/ 36 pessoas, (em parceria com a Junta de Freguesia de S. Pedro de Penaferrim), ás 9h30m, com transporte da Junta de Freguesia.
Aulas de hidroginástica (grátis) uma vez por semana c/ 8 pessoas (em parceria coma D.S.A.S. da C.M.S) ás 16h30m, com transporte da Associação Reformados.

LAZER
Trabalhos manuais (diversos) ás 2as e 5as feiras das 14h ás 17h
Praia no Mês de Agosto (duas semanas)
Passeios e excursões

SAÚDE
Vigilância e controlo da T.A.
Vigilância e Controlo da Diabetes

EDUCAÇÃO
Ensino recorrente para adultos com idades entre os 60 e 80 anos, com acompanhamento de um professor enviado pela D.R.E.L. (inactivo em 2007 por as condições que temos não se ajustarem ao programa da DREL)



HORÁRIOS PRATICADOS NO CENTRO DE CONVIVIO

De segunda a sábado das 9.00 ás 18.00
Aos domingos das 13.00 ás 18.00

GRUPO CORAL

Ensaia ás 4as feiras das 16h30 ás 18h

SÓCIOS E LIMITE DE IDADE

Não há limite de idade para ser associado, actualmente os sócios encontram-se numa faixa etária entre os três e os noventa e cinco anos.

O número de sócios até 30 de Dezembro de 2006 era de
320


NOTA

As aulas de ginástica, as festas de aniversário da Associação, festa de Natal, as Assembleias-Gerais, e todos os eventos que tenha de comportar mais de 30 pessoas, são efectuadas no pavilhão da URCA, gentilmente cedido pelas Direcções, em virtude da Associação não possuir condições próprias para o efeito.
Isto é que é vontade de fazer algo, pois do que conheço das instalaçoes que possuem , toda esta actividade é uma grande aventura. Não desistam porque de certeza os utente agradecem.

Sesmarias........

Se alguém quiser saber alguma história sobre a Abrunheira, basta visitar o nosso blog, porque o Sivestre faz o favor de contar
E esta heim...........

"Por todo o nosso País, pelo Brasil e em todas as outras Terras que foram colónias deste império, há referências a este nome, comprovando assim a importância desta lei, promulgada a 28 de Maio de 1375 pelo Rei D. Fernando I em Santarém.
A nossa região não é excepção, e, decerto, o nome dado ao rio aqui na Abrunheira, é uma herança de há 632 anos. Tal como acontece por todo o lado, o nosso rio das Sesmarias, já não tem a importância que tinha, vejamos alguns exemplos naquele (ido) presente: Porque nos servimos dele, tratamo-lo com todo o cuidado, está sempre limpinho. É da sua água que regamos as hortas, a sua água dá de beber à sede dos nossos animais, na sua água, em sítios bem definidos, as nossas Mães/Avós lavam a roupa, ainda num ou noutro local, conseguimos fazer pequenas represas para que, quando o calor aperta, a gente consiga disfarçar a distância da praia do mar. Neste mesmo rio, lá pró Carnaval, podemos apanhar inguias às dezenas e também os bons agriões porque da outra salada é preciso comprar semente, deitar na terra e esperar que cresça.
Quando ouvirem dizer que existe um rio que passa na Abrunheira e vai correndo, agora já não se sabe muito bem por onde, até à costa de Carcavelos, digam alto que o seu nome é: SESMARIAS. "

S. Félix

Sim, a Abrunheira já teve um campo de futebol!

As coisas que o Frederico sabe!!!
"Este espaço é agora cortado pela antiga Rua do Aviário, agora Rua 1º de Maio. Quando se sai do cruzamento e se sobe a rua, ainda se podem encontrar alguns vestígios do campo, na zona à direita onde não existem moradias. Ali, ainda se vêem algumas das pedras que faziam a vedação do dito campo. A orientação era Norte/Sul e, tanto quanto sei, aquelas pedras correspondem ao topo Sul.
Como não sei em que ano foi desactivado e muito menos quando foi construído, deixo este tópico para que alguém que saiba mais do assunto possa contar esta história."
F. Madeira
Obrigado Frederico por mais esta, isto nem eu sabia.

terça-feira, 20 de novembro de 2007

O Natal está aí........

Notícia retirada do Jornal Cidade Viva de 20/11/2007


"As iluminações de Natal vão encher de luz o Centro Histórico e a Vila de Sintra. A 23 de Novembro, às 18H00, o Presidente da Câmara de Sintra, Fernando Seara, vai acender as cerca de 720 mil de luzes que vão enfeitar as ruas da vila até 7 de Janeiro. O Largo do Palácio da Vila, bem no Centro Histórico, estará "coroado" com uma enorme árvore de Natal, com 15 metros de altura, 6 metros de diâmetro, 4 toneladas, mais de 5 mil lâmpadas e flores de Natal.Das artérias iluminadas destaque para a Av. Heliodoro Salgado, Estefânea, Largo Afonso Albuquerque, Volta do Duche, Largo Rainha D. Amélia, Praça da República, Rotunda do Ramalhão, Largo Chão de Meninos e Largo da Feira de S. Pedro.De destacar, ainda, a utilização da tecnologia mais avançada em termos de iluminação, com a colocação de lâmpadas "led" (lighting emiting diodes), com um baixíssimo consumo, com uma durabilidade superior e com um intensidade de luz também muito superior."




Fonte: CMS

Associação Reformados da Abrunheira

Mais um pouco da história da Associação que me foi enviada pelo seu Presidente A. Bento.


Aldeã, tenho acompanhado este blog, onde tenho dado algumas dicas, e só no princípio dei um cheirinho sobre a Associação de Reformados e Idosos da Abrunheira, por ter aparecido alguém a falar do recorte de um jornal que falava da história da Associação, é verdade, mas a história é muito mais completa. E devo confessar-lhe já, que não é tão fácil ser voluntário, como por vezes nos querem fazer crer. Como Presidente desta prestigiosa casa desde 03 de Novembro de 2001, (é muito tempo) prometo fazer chegar a pouco e pouco algumas coisas de interesse, de modo a não saturar os cibernautas, para que possa estimular o apetite de quem visita o blog e, de uma maneira ou de outra tentar criar uma alguma curiosidade, (para vender muito)
Mas para já e para nos situar-mos, começo por dizer-lhe que esta Associação é uma IPSS, é também das mais antigas do Concelho, que se encontra localizada num terreno doado ao Município de Sintra, estando aí instalada a URCA, a Associação ocupa uns barracões que outrora foram as coelheiras da Quinta, que depois foram adaptados da melhor maneira na época, para albergar os associados, uma situação PROVISÓRIA, que vai fazer vinte e cinco anos no dia 23 de Março de 2008. Não me aventuro a falar de dificuldades, posso é dizer que, com todas as contrariedades nós conseguimos fazer mexer esta casa, fazer com que nos conheçam, mostrando o que somos o que fazemos, e o que queremos, não escondemos nada, agrade ou não. Mas sobretudo interessa fazer com que os idosos não fiquem fechados entre quatro paredes, defronte da caixinha preta que mudou o mundo e os hábitos, contribuindo para obesidade, por não conseguirem digerir todas as telenovelas dos vários canais (desde as 6h ás 24). Para depois no maior desrespeito serem abandonados ou depositados no (Velhão, está muito em moda, é uma espécie de contentor para não aproveitamento ou reciclagem.)
A seguir mostro aquilo que fazemos ao longo do ano, e mais uma vez convido todas as pessoas a visitar-nos, para terem uma noção de como não é fácil desenvolver as tarefas dentro do espaço físico que possuímos. Aproveito também, para divulgar que no dia 25/11/2007 Domingo pelas 14horas se realiza a nossa Assembleia-Geral, para aprovação do Orçamento Previsional para o ano de 2008, contamos com os sócios.
Esta casa já teve no meu mandato, com muito custo e um certo prazer, as visitas de várias entidades, tais como a então Presidente da Câmara Municipal de Sintra a Exma. Dra. Edite Estrela por duas vezes, o Exmo. Dr. Fernando Seara por duas vezes, o Vereador da Acção Social Exmo. Dr. Marco Almeida por três vezes o Vereador da Acção Social Exmo. Dr. Lacerda Tavares por três vezes, para alem dos Presidentes da Junta de Freguesia Sr. António Paulos e Sr. Fernando Cunha, e outros membros dos executivos, portanto conhecidos devemos ser, com que rótulo é que desconheço.
Continua.....
Mais uma moradora que se junta ao nosso blog. Seja bem vinda Alda.

Cara Aldeã,
Não sou filha da terra,mas considero-me como tal, pois estou cá há 11 anos e fui muito bem recebida por esta gente tão simpática, tenho muitas amizades de que me orgulho e também já tenho uma filha que foi gerada aqui, portanto já faz parte da familia.
Quero com isto dar os parabéns pelo Blog pois é uma mais valia para tudo que vier de bom para a Abrunheira, e obrigada pelos comentários esclarecedores a respeito das histórias ao longo destes anos todos, pois para os nossos jovens é bastante interessante(e falo pelos meus filhos que já ficaram interessados e querem saber mais).Continuação de muitas descobertas e que através deste blog se abram portas para um futuro melhor dentro desta comunidade.
ALDA

Obrigado Alda, mas este blog, apesar de pensado e elaborado apenas foi um começo, pois sem os maravilhosos colaboradores que vou angariando seria impossivel chegar até aqui.
No fundo estamos todos de parabéns.

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Escola Nova

O Frederico enviou estas belas fotos, do 1º ano da escola nova da Abrunheira.



"A inauguração desta escola aconteceu por volta dos anos de 78 ou 79. Encontrei estas fotos dessa altura. Uma, a preto e branco, que corresponde à minha turma, logo que foi a inauguração. A outra, a cores, que será do mesmo ano ou do ano seguinte, não consigo precisar, mas existem alguns pormenores que podem indicar ter sido tiradas as duas no mesmo ano. Isto porque a escola quando foi inaugurada estava em fase acabamentos.
Da foto a preto e branco para a foto a cores, pode ver-se que, por cima das nossas cabeças, apareceu um ponto de iluminação. Por outro lado, se virmos com atenção nas fotografias, as sombras são de uma estrutura que estava construída, mas que não tinha ainda telhas, e julgo que no ano seguinte já tinham sido colocadas as chapas de fibrocimento que lá estiveram durante alguns anos.
Sujeito a erros temporais, aqui fica mais uma memória. "
Obrigado Frederico pelo seu contributo

Abrunheira = Brasil

Sabe que a Abrunheira é também conhecida por Brasil e os seus habitantes, como não podia deixar de ser, por brasileiros?
O Silvestre Félix explica-nos porquê.
PORQUE NOS ALCUNHARAM DE "BRASILEIROS"
Já se vai ouvindo cada vez menos, mas ainda se diz uma ou outra vez, e sempre da boca de pessoas mais velhas que eu, referindo-se à Abrunheira como "Brasil". Pois é, o que teremos a ver com o Brasil…
O feito dos nossos heróis, Gago Coutinho e Sacadura Cabral, saindo de Lisboa no hidroavião "Lusitânia" em 30 de Março de 1922, fazendo a rota do Atlântico Sul e chegando ao Rio de Janeiro no Hidroavião Santa Cruz a 17 de Junho de 1922, teve um alarido muito grande em todo o País. Era uma época em que os valores e a auto-estima estavam de rastos por cá (onde é que já ouvi isto??), e então, um feito destes, sim porque esta viagem dos dois Portugueses, foi um marco muito importante na evolução da aviação civil entre os dois continentes, era suficiente para dar ânimo e esperança a esta Gente.
Na Abrunheira o acontecimento também foi vivido com o entusiasmo inerente. Foi de tal forma que houve quem quisesse imitar os Heróis Nacionais.
Um dos protagonistas, não me lembro do nome mas lembro-me da pessoa, morava num casal onde é hoje a rua da escola , em frente à Rua de S. José. Acho que era família do Mário Martinho. De quem me lembro bem era do "Coutinho" marido da Judite Caracol. Ora a quinta do Caracol Velho (que fumou cachimbo até morrer muito Velho) era quando se desce a Rua Humberto Delgado, a seguir à Quinta do Azevino do mesmo lado. Pois o Coutinho, genro do Caracol Velho, era homem de músculos. Por mais de uma vez, na taberna do Faial, hoje da Viuva e Filha Isabel do António José, que morreu há relativamente pouco tempo, por mais de uma vez, dizia eu, este homem, que se chamava Coutinho igual ao Herói que voou com o Sacadura até ao Brasil, levantou com os dentes um barril de vinho de 50 litros. Este Coutinho ainda me lembro de o ver, de picareta nas unhas (mãos) a abrir valas para a colocação da água canalizada que vinha aí à pressa, pois já estava atrasada, mas finalmente quase a chegar à Abrunheira.. Era um homem forte até começar, à medida que O tal Tempo, a curvatura do peso do (outra vez) Tempo contado em anos de idade, que começaram a ser muitos, e também me lembro de ver este Coutinho arrastando os pés pesados pelo Tempo que passou.
Quando ainda eram fortes, lá por alturas de 1922/23, e como também queriam ser heróis, o Coutinho e o Outro (que me desculpem a ida da memória) construíram como puderam, e com a ciência que a vivência lhes deu, um avião à semelhança do "Lusitânia" mas aí com um terço do tamanho ou menos, para poderem utilizar como rampa de lançamento um "zambujeiro" (parente pobre da oliveira) aqui por cima das "pateiras". Claro que a rampa de lançamento não foi suficiente para que o Coutinho e o Outro conseguirem concretizar o seu sonho… voar como faziam os pombos, as rolas, os melros, sim… porque o Lusitânia ou qualquer outro avião eles nunca viram, daí acreditarem que bastava construírem uma coisa com asas para poderem levantar voo e irem até ao Brasil, que a vivência lhes dizia que era já ali. Pois é, o trambolhão foi instantâneo, assim que fizeram peso no "hidroavião" em cima do zambujeiro, caíram com os quatro costados no chão e assim se acabou a viagem até ao Brasil.
Mas se aqui acaba a história do voo até ao Brasil para o Coutinho e para o Outro, também aqui começa outra história. À conta deles, e como havia espectadores, os de Albarraque, Linhó, Mem Martins e doutras terras ainda mais longe, em jeito de chacota, começaram a chamar-nos "Brasileiros" e à Abrunheira "Brasil". Por acaso já repararam que o café na Av. Dos Combatentes, em frente ao Trilho se chama "Brasil"? e sabem porquê ? Exactamente…, por causa da história do Coutinho e do Outro. Na época da inauguração do Café Brasil pelo "Manel do café" genro do autêntico Saloio "Sabino" homem grande que fazia dois de mim, e que tinha tanto de grande como de bom. Usava barrete, aquele barrete preto à Saloio, e aqueles calças de cetim que apertavam até por cima da barriga com a devida saliência, e também aquelas camisas que hoje só costumamos ver nos trajes dos ranchos folclóricos…. Voltando ao fio da inauguração do café, estava-mos lá pra 1964/65/66 (tenho que lembrar que eu e O Tempo que passa não nos damos lá muito bem) e naquela época ainda era normal nos arredores chamarem mesmo "Brasil" à Abrunheira e a nós, os de cá "Brasileiros".
Sil Félix

domingo, 18 de novembro de 2007

Dia Universal da Criança

Dia Universal da Criança (20 Novembro)


Em 1954, a Assembleia Geral das Nações Unidas recomendou [resolução 836 (IX)] que todos os países instituíssem o
Dia Universal da Criança, para celebrar a fraternidade e compreensão entre as crianças do mundo inteiro e organizar actividades adequadas à promoção do bem-estar de todas as crianças. Propôs que celebrassem o Dia na data e da forma que cada um considerasse mais conveniente. A 20 de Novembro assinala-se o aniversário do dia em que a Assembleia aprovou a Declaração sobre os Direitos da Criança, em 1959, e a Convenção sobre os Direitos da Crianças, em 1989.



Pax Christi Portugal - Movimento Católico Internacional ao Serviço da Paz

Grupo Coral Alentejano "Unidos da Urca"

Ao pesquisar, com intuito de encontrar noticias sobre a nossa terra encontrei, no arquivo de Jornal de Sintra, várias noticias sobre um grupo coral alentejano, de seu nome Unidos da Urca.
Pois parece-me que este grupo vez várias actuações, mas agora, o que é feito deles???
Ainda cantam?? Numa terra onde habitam tantos alentejanos, este grupo era bem genuíno.
Além disso era também uma forma de levar o nome da Abrunheira aos vários pontos do país por onde passavam.
Alguém quer contar-me esta história??? Ficarei a aguardar.
Podem questionar-se sobre o facto de eu falar em coisas e não contar as histórias, mas é sómente porque apenas ouço falar ou encontro artigos sobre isso, para publicação sei que existem pessoas com conhecimentos mais aprofundados.

Origem do nome. Será???

O Silvestre enviou uma outra versão sobre a origem do nome "Abrunheira".


"ABRUNHOS
Não conheço documento (e em tempos procurei) nenhum que explique a origem do nome ABRUNHEIRA, até porque existem várias localidades no nosso país com este nome.
No nosso caso, o que se sabe é que ao longo do nosso rio das "Sesmarias" (outro nome com história), existem ou existiam, dezenas de árvores que produzem um fruto (considerado bravo porque não é comercializado e cresce em total liberdade) como se fosse uma ameixa pequena, do tamanho de um bago de uva dos maiores, que se chama ABRUNHO. Comi muitos destes frutos, quando maduros são muito bons mas têm um travo amargo no final. Talvez esse travo tenha traçado o destino dos nossos ABRUNHOS. Bom, eu, e muito mais gente, pensamos que o nome da nossa Terra, vem exactamente da existência na nossa zona de muitas destas árvores.
ABRUNHEIRA sítio onde há muitos ABRUNHOS."

APELO URGENTE




O amigo Frederico Madeira detectou um grave problema num dos baloiços da URCA.


Penso que a manutenção do espaço está a cargo da URCA, mas como a direcção raramente se vê por lá dificilmente vai resolver a situação, por isso aqui fica o apelo, na esperança que alguém com autoridade o leia e passa à sua reparação.


Os habitantes graúdos e miúdos agradecem.




"Não sei a cargo de quem está a manutenção do parque infantil da URCA, se à própria instituição, se à Junta de Freguesia, se à Câmara, se ainda a outra entidade.
O alerta é para o facto de um dos brinquedos, uma espécie de balancé que pode funcionar com duas ou quatro crianças, estar a desapertar-se. Já está bastante desengonçado e pode a qualquer momento soltar-se. Este brinquedo precisa de intervenção urgente, se alguém responsável pelo equipamento nos ler – dêem lá um jeitinho naquilo!"

Fundação da URCA

O nosso amigo Sivestre Félix conta-nos mais um episódio da fundação da URCA
Capítulo II
Antecedentes
Pelo que disse no capítulo anterior, pode concluir-se que é a vertente Cultural que vai influir duma forma decisiva, na fundação e nos primeiro tempos de funcionamento da URCA.
O café do Cabaço era o nosso ponto de encontro. Ali conversávamos, via-mos televisão, lia-mos as notícias, conspirávamos, namorávamos e também comia-mos e bebia-mos, jogávamos matraquilhos, jogávamos king, enfim era a nossa segunda casa e para alguns quase a primeira.
Quando o Cabaço fechava, ainda subia-mos o "corronquinho" (não sei a origem do nome nem se a palavra está bem escrita, mas era assim que se chamava a rua e o local onde hoje é a drogaria e as moradias à volta, para além disso ainda não havia nomes de ruas) e ficava-mos à conversa, muitas vezes anti-poder, na esquina da MFA com a Ferreira de Castro madrugada dentro, e sempre atentos a qualquer movimentação suspeita, a PIDE andava aí.
Entretanto é de realçar a ajuda que algumas pessoas nos davam para as nossas festas e comemorações. O Sr. Saraiva da serração, que por várias vezes nos emprestou as suas instalações para aí fazermos bailes ou programas de "variedades". O Manuel Cabaço e a D. Silvina que nos aturavam todos os dias e, visto à distância, tinham muita paciência, o Joaquim Santos e a Julieta que acompanhavam a Odete que fazia parte do núcleo duro, e muitas reuniões foram feitas na casa deles.
Com a aproximação do 25 de Abril, na altura dos episódios do 16 de Março (levantamento militar do quartel das Caldas da Rainha) e ida da "Brigada do reumático" a S. Bento, a publicação antes do livro "Portugal e Futuro" do General Spínola, fez com que nós andássemos um bocado agitados. Chegava-nos todos os dias à mão propaganda contra a guerra colonial, contra a pide, enfim tudo o que o regime proibia e considerava propaganda comunista e anti-patriótica. Naquele final de 73 e princípio de 74, assisti várias vezes em Lisboa a investidas da polícia de choque. Nenhum de nós queria ir para uma guerra, que, muitos de nós já considerávamos injusta, não só para nós, como para os povos das antigas colónias. A guerra era o motor mais visível da contestação ao regime, na população duma forma geral, e dentro do regime.
Em finais de 73 houve as últimas pseudo-eleições promovidas pelo regime, em que, muito embora se tenham apresentado listas de oposição (CDE + CEUD….) acabaram por desistir porque não conseguiam fazer campanha. Qualquer comício ou simples reunião promovida pela oposição, era logo invadida pela policia com orientação da PIDE (nessa altura DGS). Um desses acontecimentos que conseguiu chegar ao conhecimento da generalidade dos Portugueses, foi uma encontro em Aveiro promovido pela CDE, em que os participantes eram em tal número que a polícia+pide não conseguiram esconder, como sempre faziam. Todo este ambiente desenvolvia um espírito cada vez mais revolucionário.
25 de Abril de 1974 pelas 7.00 horas a minha Mãe chama-me, como de costume, e diz-me que…. enfim, era melhor não ir para Lisboa porque estavam a dizer no rádio que havia por lá uma revolução. Como se duma mola se tratasse, sentei-me na cama acendi o rádio que tinha à cabeceira e que estava sintonizado no Rádio Clube Português, e só ouvia marchas militares, perguntei à minha Mãe o que tinha ouvido, mas ela coitada estava mais baralhada que eu. A minha grande dúvida naqueles minutos, era se o golpe seria de esquerda ou de direita, ou melhor, se contra ou a favor da guerra, e as marchas militares não me agradavam nada. De repente, parou a marcha e ouvi a voz inconfundível do Luís Filipe Costa lendo o célebre comunicado do MFA "Aqui, posto de comando do Movimento das …..etc, etc", que, dizia o que eu queria ouvir, ou seja, os principais objectivos do movimento eram; Derrubar a ditadura, instaurar a democracia e acabar com a guerra colonial (na altura, guerra do ultramar)
Levantei-me mais depressa que o costume, e passando pela preocupação da minha Mãe a que se juntava também o meu Pai, lá fui apanhar a camioneta para Sintra, bebi a bica no Cintya e antes de entrar no comboio que acabava de chegar, reparei que chegavam muitas pessoas, vindas concerteza de Lisboa, como se fossem 7 horas da tarde. Então fui atrás dum funcionário da CP e perguntei se ia haver comboios para o Rossio, e ele disse-me que sim, só não sabia é se depois havia de Lisboa para Sintra. Sem problema nenhum, pois o que eu queria era ver a revolução ao vivo, lá fui como se dum dia normal se tratasse, até ao Rossio. Como todos sabemos não foi um dia normal, mas o que se passou comigo é outra história, interessa é que ao fim do dia 25 de Abril de 1974 já estava na Abrunheira com os meus comparsas a trocarmos as histórias do Dia, e eu com a edição actualizada do "O Républica" (Que guardo comigo até hoje), e a delinearmos a estratégia para o nosso grupo, agora em total e completa liberdade. Passamos essa noite a jogar king e a ouvir as notícias pela rádio na adega do Pai do Zé Carmo Silva. Tenho receio de referir nomes porque podem falhar alguns e até mencionar outros que na altura não estavam, mas não errarei muito se disser que nessa noite pelo menos estava eu, o Zé Carmo Silva, Zé Marques, Fernando Marques, Mário Martinho e Rui Simplício.
O ano de 1974 foi correndo com todos os acontecimentos que nós conhecemos, e as nossas actividades foram evoluindo, agora com outras matérias, e o conceito de Associação foi crescendo até que nos finais de 1974 o que viria a ser a URCA estava feita. Fomos falando com o pessoal do futebol e no final do ano estava tudo acordado. Faríamos a união e o nome penso que foi logo acordado com eles.
Fomos fazendo o trabalho de casa e, lembro-me bem, que uns dias antes ou na véspera de 3.01.1975, reunimos na casa dos Pais da Odete Santos (pelo menos), eu, Carmo Silva, Zé Marques, Fernando Marques, Mário Martinho, Paulo Jorge, Zé Barros, Cristina Peniche, Fernanda Barros, Joaquim António (Quitó) e Odete Santos. Assistiram, porque estavam em casa, o Joaquim e a Julieta Santos. Ai foi combinado tudo o que havia para combinar e ficamos prontos para o grande momento.
No dia 3 de Janeiro de 1975, reunimos uma grande Assembleia no local onde funcionava a sede do Grupo Desportivo e se chamava "A Sociedade".
Foi declarada a criação da URCA-UNIÃO RECREATIVA E CULTURAL DA ABRUNHEIRA, e foram logo eleitos os Órgãos da nova Associação. Direcção, Mesa da Assembleia Geral e Conselho Fiscal. Assinaram o livro de presenças, e, por consequência passaram a ser Sócios fundadores, cerca de 30 pessoas. "
Continua..........

História da sua Rua

Av. Movimento das Forças Armadas


Do amigo Frederico Madeira recebi a história desta rua.

"Esta rua começa junto à padaria e termina junto à delegação da Junta de Freguesia. Juntamente com todas as outras ruas da terra, foi “baptizada” na leva do pós 25 de Abril. Pretendeu-se dotar a Abrunheira de uma avenida, e por isso escolheu-se, a partir do troço inicial (padaria – talho), o traçado mais longo, para torná-la digna da categoria e do nome que lhe foi dado.
Até aí, o troço inicial da rua tinha a denominação de Rua Principal, e o actual Beco da Saudade era a Rua Projectada à Rua Principal. Do talho para baixo, não consigo precisar, e ninguém parece ter a certeza do nome. A opinião mais comum é que não havia nome, cada um chamava-lhe mais ou menos o que lhe parecia bem. Para uns, era a Rua do Lavadouro, para outros, a Rua de Santa Cruz ou Rua de Santo António. Não era grave, todos se conheciam e a correspondência chegava sempre ao destino.
A foto que envio do início da rua, data do início dos anos 80. Pode ver-se que a estrada fazia um pequeno desvio, não vinha a direito como hoje. Nesse pequeno largo, parávamos o carro, mas repare-se que quer nesta foto, quer noutra que aqui está no blog e data de 71, não se vê, nem o nosso, nem qualquer outro automóvel!



Mas era também neste largo que no São Pedro fazíamos a nossa fogueira. Recordo-me de, na altura, se fazerem várias cá na terra, e inevitavelmente o Ti Maltês tocava umas “modinhas” na sua concertina.
Mas vamos mais para trás, e aqui, naturalmente, já escrevo depois de algumas dicas.
Antes de chegar o alcatrão, esta rua era em pedra e terra, e era só sazonalmente arranjada, porque o agricultor Silvestre Félix (avô e padrinho daquele que conhecemos com o mesmo nome), alugava uma debulhadora que tinha de passar para chegar à eira comunitária que existia no início da Rua da Colónia, logo ali à esquerda de quem atravessa a ponte. Por essa altura, e como a máquina tinha rodas de ferro e era puxada por um tractor de lagartas, era necessário aqui e ali alisar a estrada. Açoreava-se o Rio das Sesmarias e com a terra e areia que se retirava enchiam-se os buracos da rua e então a máquina lá passava. Durante o resto do ano, o trânsito era normalmente de carros de bois, que ao que consta derrapavam nas pedras desta artéria.
Por essa altura, existia também, em frente ao actual talho, um lavadouro que não era mais que uma ribeira com duas ou três pedras lisas, onde algumas das moradoras lavavam a sua roupa. Essa ribeira foi “manilhada” nos primeiros trabalhos de saneamento básico, em 75 ou 76. Eventualmente, ainda existem vestígios dessa linha de água, entre as Ruas Ferreira de Castro e do Forno.
Quando a rua foi alcatroada pela primeira vez no início dos anos 50, o alcatrão acabava pouco depois do Santo António, no largo onde começa a Rua Humberto Delgado. Como sempre, a ocasião foi assinalada com uma festa, no largo do chafariz do Santo António, a celebrar a chegada do alcatrão dentro da Abrunheira."

sábado, 17 de novembro de 2007

Espectáculo Mercedes-Benz

É hoje,
para quem gosta de música de Coimbra, não se esqueça de aparecer na Mecedes-Benz,hoje a partir das 21 horas.
Tenho a certeza que o Grupo Alma de Coimbra vai cantar e encantar todos os presentes.

Costumes


Há já algum tempo que ando a reparar.

Não sei se existe alguma tradição na Abrunheira, mas costumes deve haver.

O que vou contar passa-se, principalmente ao longo da Rua do Forno, pois bem, esta rua tem passeios dos dois lados, mas é frequente ver os peões a circular pela estrada, por vezes dois a dois. Se se cruzarem dois carros é necessário um deles desviar-se dos peões quase que colidindo com o que circula em sentido oposto. O mais interessante é que mesmo vendo o automóvel de frente o peão continua o seu percurso sem se desviar.

Agora pergunto:

Se houver um acidente quem é o responsável???

Ó povo da minha terra, para vosso bem utilizem os passeios e deixem as estradas para os carros.

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Um tostão pra igreja................ Qual? Onde?

Mais um morador que visita o "nosso" blog e nos vem falar da problemética igreja da Abrunheira.

"Aldeã,parabéns pelo blog.

Venho falar de um assunto que há vários anos me deixa indignada, a tão desejada Igreja da Abrunheira.

Considero-me filha da terra, desde que nasci foi o único lugar a que me habituei a chamar de "a minha terra", foi aqui que cresci, que me fiz mulher, e olhe que já tenho alguns aninhos!

Desde sempre que me lembro de ouvir falar de "peditórios" para a construção de uma igreja para a nossa aldeia, que bom seria, concerteza seria o desejo de muitos dos nossos habitantes, muitos deles já nem estão entre nós . Mas os anos têm passado e infelizmente continuamos sem igreja. Já tenho filhos bem crescidinhos e igreja nem vê-la ! Bem sei que tudo demora o seu tempo mas 20...30...40 anos não será muito tempo?!E se em vez de um projecto tão ambicioso, se fizesse algo de mais modesto. Talvez fosse mais fácil...

Depois de ir ao fundo do baú de recordações dos papás,descobri estas quotas de 1969 de uma "Comissão da Boa vontade", já neste ano se pedia para a construção da igreja! "

Xade da Aldeia

Teatro infantil da URCA


O amigo Frederico Madeira, já foi ao baú, e conta-nos mais um pouquinho das peripécias do teatro na Urca..

"Cara Aldeã,

Já há algum tempo que tinha pensado enviar estas fotos e contar um pouquinho da história delas, que neste caso se confunde também com um período em que fiz parte da Secção Cultural da URCA.


Estas fotos correspondem em príncipio à Festa de Natal de 1982, e à data eu não fazia parte de nenhum orgão da URCA. Nesta altura, a colectividade tinha uma função social muito importante, distribuia prendas a todas as crianças que se inscrevessem e proporcionava um verdadeiro convívio entre todas elas. Havia um espectáculo de teatro infantil e, tanto quanto me lembro, era distribuído um pequeno lanche - muitas crianças não tinham outra festa. Seria importante que alguém daquela altura nos explicasse como é que essas prendas eram adquiridas, se eram compradas ou doadas por alguém, o que eu desconheço, mas recordo o frenesim que se sentia nos miúdos nos dias que antecediam o grande dia!
Na foto em que se encontram a Anabela, a Xana a Clara e a Sandra, o fundo é o cénario da peça de teatro "O Palhaço", que voltaríamos a levar à cena posteriormente.




Estas foram tiradas no dia 18-12-83 no pavilhão do Bairro da Tabaqueira, na Festa de Natal da S.I.C. (uma antiga fábrica de confecção de Mem Martins) para a qual tinhamos sido convidados. A peça era " A Vaquinha Micaela". Naquela altura, também apresentávamos o "Palhaço", muito bem feito pelo Marinho Peniche que, com mais ou menos choraminguisse, acabava sempre por se saír bem na hora da verdade. Nesta altura, tinha-se perdido o núcleo duro e importante do GITU e ali estávamos eu, o Luís Peniche e a Fernanda Barros, todos meio imberbes, todos a julgar que podiamos mudar o mundo. Éramos a Secção Cultural, a Fernanda, além disso, ensaiava tudo o que havia, da dança Jazz ao teatro. Nós pintávamos cenários, acarretávamos com a mobília e a aparelhagem, faziamos o som e a iluminação possível e tudo o mais relacionado com estas actividades, quer aqui, quer nas deslocações.
Este dia, tanto quanto a memória me permite recordar, terminou de forma abrupta com um acidente chato. Tinham-nos dado alguns bolos e sumos e algum dinheiro, e nós os três, ou melhor, a Secção Cultural, decidiu que o melhor era fazermos a nossa própria festa. Comprámos mais algumas coisas e partimos para uma animada tarde no pavilhão da URCA, com todos os envolvidos na dança e no teatro presentes. A certa altura, a Ana Adélia agarrou uma das colunas de iluminação, julgo que apanhou um choque eléctrico, e a coluna acabou por cair em cima dela. E acabou assim a nossa festarola de 1983!
Estes cenários da "Vaquinha Micaela" foram pintados em duas ou três noites, pelo Zé Barros, por mim e pelo Luís Peniche. Recordo-me do frio intenso que fazia dentro do pavilhão por volta das 5h30 da manhã no dia em que terminámos as pinturas.
Convém ainda lembrar que a música da peça, ao vivo, era tocada pelo Zé Barros e cantada por todos os intervenientes.

P.S - E é mesmo um Post Scriptum, lembrou-se o Luís que para a dita festa fomos ao Sr. Cabaço comprar uns frangos assados com o dinheiro que nos deram.

Recordações

O que vou escrever agora é apenas uma deixa que alguém de certeza irá pegar e contar certinho.
Lembro-me de algumas vezes, em festas na URCA, actuar um grupo musical composto apenas por jovens da Abrunheira. Se não estou em erro era o Zé Barros, Zé Marques, Caracinha, Cristina Peniche etc.
Também sei que tinham canções bem bonitas, originais e sempre muito aplaudidas.
Alguém quer continuar???

St.º António começou assim....

"A mina, os bebedouros e o lavadouro, será difícil recuar até à sua construção, mas o chafariz, com a cobertura com o nicho do StºAntónio, conforme a placa que lá está (datas comigo é um problema), foi construido pela população, feito um peditório e com o apoio da Junta de Freguesia na altura. O que havia naquele sítio era um poço, aliás na área circundante, havia pelo menos mais 2 poços. Um na horta do "Pexincha" (por detrás da mina, onde foi construida uma casa)que era cultivada e tratada por um Velhote, empregado do Pexincha, que agora não me consigo lembrar o nome, mas que fumava por um cachimbo feito de cana, e tinha barba grande. O outro poço era na horta do outro lado do "Ti Manel da Virgínia", que tratou dela até quase morrer.As enguias eram muito vulgares, faziam o transito entre os poços existentes ao longo do rio e o próprio rio. Em frente ao nº 63 da MFA, do outro lado do rio, tem um poço e um tanque, que, como alguns se lembrarão, era uma horta e um pomar, e que eu lá passei muito tempo e muita fruta de lá comi. Nesse poço, que tinha uma nora para tirar a água para o tanque, (era esse o trabalho da "burra" muito esperta chamada "Carocha")que daí se fazia a rega da horta, de quando em vez o meu Pai despejava o poço mais depressa com um motor, e então no fundo do poço era um viveiro de enguias que por vezes vinham dentro dos "alcatruzes" da nora. Estas mesmas enguias entravam e saiam do poço para o rio, conforme a altura do ano.Fizemos alguns petiscos com enguias apanhadas aí.Já agora "Pexincha" era como era conhecido um homem com alguma importância na nossa zona, acho que se chamava Guilherme (com alguma margem de erro). Este homem tinha uma quinta/pomar muito grande na Ribeira de Sintra, e tinha aqui também muitas propriedades. Negociava fruta. Os Putos estavam sempre atentos, porque ele escolhia a fruta "tocada" e vendia muito mais barato e às vezes dava."
Sil Félix

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Recolha de bens alimentares............

Recolha de alimentos para cabazes de Natal

No próximo fim-de-semana, dias 17 e 18 de Novembro, vai decorrer uma campanha de recolha de bens alimentares nos supermercados Super Cor, Feira Nova e Lidl de Mem Martins a favor da população mais carenciada da freguesia de São Pedro de Penaferrim. Não fique indiferente. Contribua.

Arroz, leite, massa, azeite, enfim, tudo aquilo que puder oferecer à saída dos supermercados Super Cor, no Beloura Shopping, Feira Nova e Lidl de Mem Martins, será bem-vindo e a população mais carenciada da freguesia de São Pedro de Penaferrim agradece. Esta acção de recolha de bens alimentares é promovida pela autarquia local em colaboração com o Moto Clube do Linhó. Os alimentos recolhidos serão posteriormente distribuídos, em cabazes de Natal, à população desfavorecida da freguesia. Esta é uma forma de tornar o Natal mais quente para estas famílias e mais solidário.


Jornal O Correio Digital 15 de Novembro 2007

Chafariz de St. António

Estou feliz, ganhei dois bons colaboradores e conhecedores da história da nossa terra e aos poucos vamos conhecendo melhor este lugar, que muita genta pensa nada ter de interesse, mas no fundo tem muito.
Mais um monumento da Abrunheira.




"Aldeã, por vezes encontramos coisas na nossa Aldeia, que nos mostram algumas raízes.Penso que devem ser divulgadas, independentemente das condições em que se encontram, ou de quem as protegeu ou as estragou. Mas o importante nisto, é que muita gente desconhece por completo o que ali existe, e porque deu e continua a dar muito trabalho para algumas pessoas que moram ali perto, que num acto de bairrismo felizmente, com alguma destreza e dentro do possível, acabam por ser os guardiães, que o vão defendendo dos ataques de vandalismo a que por vezes é acometido.
Já perceberam? É isso mesmo, estou a falar do chafariz de Santo António, e do lavadouro público, onde existe uma mina muito antiga,(1892).
O pouco que conheço não é suficiente para dar muitas explicações, só posso contribuir com as bonitas imagens que tenho no meu espólio, agora era muito bonito aparecer alguém (que eu sei que há) com conhecimentos profundos, a narrar a história do pouco que temos de herança, da geração dos nossos antepassados.
Era bonito sabermos como foi recuperado, quem ajudou a recuperar, saber como foi possível fazer algumas atrocidades à sua volta, contar até se por acaso houver alguma rivalidade com o nome, ou com as festas que lá se fizeram e acabaram, e porquê? Enfim penso que vai haver pessoas com vontade para o fazer. Força."

A. Bento

História da sua Rua

Beco da Saudade



O "Beco da Saudade" (que já não é beco), vai desde a av MFA, Junto à padaria, até à rua do Olival.
Há mais ou menos 45 anos no terreiro que existia na actual Rua do Olival em frente da Quinta
de Stº António e da Quinta do Olival (que deu o nome à respectiva Rua), comemorava-se (não me lembro durante quantos anos) a inauguração da luz eléctrica na Abrunheira, que, deve ter ocorrido, em 1957/58.



Neste terreiro/largo era montado o arraial à moda da época, e considerando que ainda não tinham inventado a "ASAE". Barracas para comes e bebes e um grande coreto para apresentação (duma banda filarmónica) e para actuação do "conjunto" ou, quase sempre, acordionista. Era tudo feito em madeira e coberto com folhas de palmeira que iam buscar algures na Serra. Lembro-me que nos dias mais importantes das comemorações, havia muitos foguetes e o pessoal vestia o melhor que tinha.
Este mesmo local, no resto do ano, servia de campo de futebol e de todas as outras brincadeiras. Para o futebol era o campo do "lugar de cima", porque o do "lugar de baixo" era no Carrascal, ali ao lado do terreno da futura Igreja e em frente ao Vicente. Na época ali era fora de portas.
Quando chegou a hora da Democracia permitir que se desse nomes às RUAS e aos becos, a SAUDADE dos tempos idos bateu mais forte e lá ficou "Beco da Saudade".
Sil Félix
A história do Beco da Saudade, foi enviada pelo grande conhecedor de muitas das histórias da Abrunheira, o Silvestre Félix.
Para ele um grande abraço,
Aldeã

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Ajuda....



Então abrunhenses, numa aldeia com cerca de 5000 habitantes e só 3 ou 4 me enviam artigos??

Vamos lá pessoal, façam como eles, se acha que se algo está mal e podia ser melhorado, envie.S e acha que está bem, envie também. E histórias??? De certeza que existem muitas e eu gostava de as publicar.
aldeiacomvida@gmail.com é o endereço para onde deve encaminhar o seu material.

Obrigado

Aldeã

Relíquia............

O amigo A.Bento sempre atento,enviou mais um e-mail:

"Caros Amigos, quando atingimos uma certa idade na vida, interiorizamos uma ideia de conservadores, guardamos por vezes, pequenas coisas que se revelam para nós muito importantes, e despertam um interesse de coleccionismo, até para coisas sem valor algum, mas que consideramos importantes recordações. Hoje sou um “Jubilado do Comércio”, e nas minhas horas vagas, como não pratico a siesta, vou dando umas voltinhas pela a Aldeia, então não é que por acaso, encontrei uma relíquia no lixo, penso que tenha sido executada pelo (Galinhas e Compª.) talvez tu ( Félix) me ajudes e a consigas identificar, pois é, já lá vão uns anitos, mas para mim é sempre actual e vai ficar a fazer parte das minhas velharias, até um dia, pois não tem qualquer valor comercial, e muito menos hereditário.A.Bento"


História da sua rua


Esta rua fica entre a Avenida Movimento das Forças Armadas e a Avenida dos Combatentes (junto às bombas da Repsol).
Era nesta rua, que se situava a Escola Primária da Abrunheira, Uma casa pequena,(localizada sencivelmente em frente Figueifer), com apenas uma sala de aula e o vestiário . As casas de banho ficavam no exterior.
Durante muitos anos foi ali que as crianças da terra aprenderam o aeiou.
Não frequentei esta escola por isso não consigo transmitir com exactidão o ano da sua abertura e até quando funcionou (1975/6 Será????), também não tenho nenhuma foto. Por isso se existir alguém com fotos deste tempo e saiba mais alguma coisa que possa completar esta descrição, eu ficaria muito agradecida se me enviasse.
Hoje a escola funciona na Rua Carlos Paião, mas algumas vezes ainda se faz confusão, quando alguém pergunta pela rua da Escola muitas pessoas associam à escola actual.