terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Investimentos......



"Cara aldeã,
Por vezes fala-se, fala-se porque nada aparece feito na Abrunheira nem na freguesia de S. Pedro.
Pois não será mesmo tão verdade, porque a foto que anexo até é de um cartaz fixado junto à entrada do 1º de Dezembro e é um evoluído investimento para se desenvolver a freguesia...

É disto que estaremos fartos, mas é o que temos.
Um abraço do
Saloio "

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Festa de Natal da Associação de Idosos

A Margarida esteve nesta festa, pelo seu testemunho parece-me que foi uma tarde bem passada.
Publico aqui o e-mailque me enviou, mas fico a aguardar mais informação e até algumas fotos da referida festa.

"Já agora e aproveitando este mail, queria dizer-lhe que fui assistir à festa de Natal da Associação de Idosos da Abrunheira e que foram momentos doces de agradável convívio com tantos amigos, pelos quais continuo a sentir um enorme carinho e respeito e uma sincera amizade.Em relação ao espectáculo da festa, foi agradável, como sempre mas, especialmente para o Silvestre Félix, queria dizer-lhe que perdeu um momento único e histórico para a Abrunheira e que eu destaco porque tive o privilégio de, apesar de ter chegado atrasada, ainda poder assistir`e que foram as actuações, individuais e em dueto do José Barros e do Júlio Silva, seu pai, cantando fado;o pai, dando prova de uma voz ainda espectacular, apesar de se encontrar um pouco debilitado e o filho, como sempre, com aquela voz que todos lhe conhecemos.Foi um momento lindo que vou recordar como uma bela prenda de Natal e aproveito, como sócia desta Associação, para lhes agradecer a humildade e generosidade com que aceitaram o convite do amigo Bento...
Em relação ao resto, foi tudo bem, com a animação habitual da apresentadora, a juventude do grupo de ginástica,a dedicação do coro e do seu simpático maestro e a inovadora 2ªa parte, com o karaoke, onde todos nos divertimos bastante.
Resta-me renovar os votos ali feitos de um Feliz Natal e um Ano Novo que nos traga a todos muita saúde, alegria e a concretização de, pelo menos, alguns dos nossos anseios, sobretudo os da Abrunheira."
Um abraço
Margarida

Atletismo nos primórdios da URCA

Do Frederico recebi um e-mail muito engraçado sobre as suas actividades desportivas, mais propriamente a sua passagem pelo atletismo da URCA.

Esta história é contada na primeira pessoa, prometo que é a única, mas não tinha outra forma de a contar.

Já lá vão muitos anos, estava eu numa aula na escola primária, quando entra o Zé Barros, a Cristina Peniche, e mais alguém que eu não consigo recordar quem era, mas eram 3 pessoas.

Perante a nossa curiosidade infantil, lá nos foi explicado ao que iam. Estavam a angariar crianças para a prática de actividades desportivas, no caso atletismo, e eu lá fui...quanta inconsciência!

Como será de calcular, nada era como é hoje. A rua que passa em frente à URCA (Rua Humberto Delgado) não era alcatroada, tinha muitos buracos, e era uma pequena subida, como ainda hoje é em frente à farmácia. O espaço físico dentro da quinta era outro, existia até um tanque com areia para fazer salto em comprimento!
Até que chegou o grande dia, íamos participar numa prova em Ouressa, na zona do Bairro que hoje conhecemos com esse nome, que não existia na altura. Lá nos levaram, não me lembro como, até ao local da prova. Uma das pessoas que estava presente era o Mário Martinho, existiam mais dirigentes e “técnicos”, mas não recordo quem eram.
Eu, como era dos mais pequenos, participei logo na primeira ou segunda prova, colaram-me um número na camisola, e disseram-me para correr com os outros e que era só uma volta até chegar novamente aquele ponto ondeterminava a prova. Ora, como os “técnicos” eram conceituados e nós éramos “rapazes experientes”, pensávamos apenas no que todos os miúdos, ou quase todos, pensam: vencer.
Colocámo-nos na linha de partida e eu, não sei como, fiquei mesmo à frente e preparado para a corrida. Era canja, estava na primeira fila e não devia ter de correr durante muito tempo. Atrás de mim havia muitas dezenas de miúdos com a mesma ambição, mas com muito mais experiência.Abreviando a história, o que aconteceu foi que, dada partida, passaram-me uma rasteira, eu cai e os outros passaram-me todos por cima. A minha prova acabou antes de começar e os meus cotovelos e joelhos estavam em sangue.

Não consigo precisar quem eram os monitores da “coisa”, lembro-me que alguns dos treinos eram feitos no tanque de areia e que os restantes aconteciam no exterior, rua abaixo rua acima, rua acima rua abaixo!

A participação dos outros representantes da URCA foi semelhante à minha, a única diferença foi que chegaram ao fim, com mais ou menos glória, mas sem feridas.Julgo que, nesta fase, o atletismo ficou em “águas-de-bacalhau”, à espera de melhores dias, que viriam alguns anos após, aí com bastante sucesso e que, tanto quanto sei, continua a ter.

As minhas experiências desportivas na URCA continuaram a ser ”frutuosas” em várias actividades em que tentei participar, até que percebi, definitivamente, que não tinha vocação desportiva."
Frederico

domingo, 16 de dezembro de 2007

Abrunheira – Terra com História

O Silvestre tinha prometido contar o final da história sobre o gado, pois aqui vai:
Levar o gado ao monte -II
"Enquanto o gado no seu remanso pastava ou remoía, sim… remoía, este animal bovino tem um sistema digestivo diferente da maioria dos outros mamíferos, e, o remoer, é como se fosse mastigar outra vez, bom… mas o que eu queria mesmo dizer é que, outra maneira de passar o tempo e demorava muito tempo contado em horas e às vezes dias, era tentar apanhar grilos e cigarras. Localizada a toca, pelo barulho, era apanhar um “fenacho” (caule de feno seco) e enfiá-lo pela toca tentando tocar no grilo ou cigarra, e eles, se isso acontecesse, rapidamente saiam da toca mesmo sabendo que corriam os riscos todos. Mas estes bichinhos também os há, uns mais espertos que outros, e então havia alguns que tinham as tocas curvas, e aí a coisa complicava-se.., por falar em grilos e cigarras, há muito tempo que na Abrunheira não ouço esta sinfonia. As cigarras então, de dia ou de noite nunca se calavam, e as rãs ?? no rio das Sesmarias ou nos charcos?? Também coachavam sem parar, e os morcegos à noite?? Os morcegos de volta dos postes da luz à noite caçando os insectos, e o Julinho com a cana em direcção ao céu muito estrelado assim como se fosse sempre Agosto, depois de ter ido ao sebo que o Pai (o Zé da Natália) guarda para o calçado, e naquela “lengalenga” chata, mas que o Julinho não interrompia e não deixava que ninguém o perturbasse naquela missão de céu estrelado e olhar esbugalhado, como sendo a missão mais importante que há no mundo… “morcego, morcego, anda à cana que tem sebo”… e no serão de Agosto, lá estava o Julinho sempre naquilo. Aliás, o Julinho era amigo dos mistérios magnéticos e eléctricos naquele tempo em tempo de escola primária, em tempo de imaginação primária, em tempo de tudo primário. Fomos por algum tempo colegas de carteira, carteira daquelas peças únicas com tinteiros à frente cheios de tinta para sujarmos os dedos de tinta e pintarmos a bata daquela tinta que devia servir só para as canetas de tinta permanente que nos obrigavam a utilizar em tempo moderno já de esferográficas BIC. Ali nos sentávamos todos os dias lado a lado. O Julinho, de quando em vez, quando eu estava distraído com outra coisa qualquer, juntava uma ponta da sua bata, aquelas batas aos quadradinhos azuis, juntava dizia eu, uma ponta da bata dele à minha, e, num tom altamente misterioso, dizia; “… está a fazer contacto …” no dia seguinte e no outro e no outro e ainda no outro, sempre o mesmo contacto, até que eu deixei de me assustar com o contacto. Voltando ao mamífero com asas, não tenho memória que alguma vez algum morcego tivesse pousado na cana com sebo.
Quando ia com o gado para o monte, só tinha medo das cobras, e havia muitas, se calhar também acabaram. Quando sentia alguma cobra desviava-me o mais possível, embora reconheça que algumas eram bonitas, vi algumas muito bonitas, mas que fossem para bem longe. E os lagartos?? Lagartões é que eram, daqueles verdes bem grandes. Quem não tinha, e concerteza ainda não tem medo nenhum das cobras e dos lagartos, é o meu primo Fernando. Lembro-me de ele levar um lagartão verde para a porta do baile na “Sociedade”. Estava muita gente como sempre acontecia quando havia baile, e ele trouxe o lagartão com um cordel como se fosse trela, e começaram a dar aguardente ao lagartão. Não me lembro do fim da história do lagarto embebedado, mas não deve ter sido agradável.
Quando ia com o gado para o monte, às vezes cruzava-me com o rebanho de ovelhas do meu Tio João. Naquela época lembro-me de quatro rebanhos grandes, com mais de cem animais. O meu Tio João, o meu Ti António pastoriado pelo Chico marido da Maria Augusta, o do Ti Veríssimo e do Ti Rafael Miranda. Não gostava de me cruzar com as ovelhas porque as nossas vacas não se davam lá muito bem com elas e demoravam muito tempo até que passassem todas. Gostava e passava muito tempo a ver o meu Tio João a tratar delas no redil. Fosse a mugir, fosse a arranjar-lhes as unhas, a tratar dos cordeiros, etc, etc. Houve um ano em que a minha Mãe me deixou criar uma ovelhinha que ficou órfã. É verdade, criamo-la em nossa casa a biberão, como se fosse um cão ou um gato. Andava a trás de mim para todo o lado e foi assim até ficar ovelha adulta, e aí teve de regressar ao rebanho do meu Tio João. Chorei porque não queria, mas tinha de ser. A minha ovelha rapidamente se adaptou ao rebanho, e quando me via ou à minha Mãe, fazia um pequeno desvio abanando o pequeno rabo, ajeitava-se para lhe fazermos uma pequena festa, e voltava toda contente para o seu rebanho. Depois gostava muito, mas mesmo muito, a ver e ajudar a minha Tia Ermelinda a tratar do leite e a fazer os queijos. Fiz muitos no inverno que é quando se faziam mais queijos frescos, era quando as ovelhas davam mais leite por causa da fartura de pasto. "
Silvestre Félix

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Artigo Jornal Sintra

Sobre as iluminações natalícias em Sintra, mais pessoas se insurgem acerca do "exagero", vejamos o desabafo da Maria Margarida Falcão de Sintra, publicado no Jornal de Sintra de hoje, 14 de Dezembro de 2007:
"Sintra está deslumbrante, é verdade.
Mas quem está muito triste é o Menino Jesus.
Não gosta que se faça uma despesa tão grande para festejar o seu nascimento, porque ele nasceu na maior da pobreza, numa manjedoura coberto com palhinhas, se não fosse o bafo da vaca e do burro tinha morrido de frio.
Ele está revoltado, porque sabe que há prioridades que não são satisfeitas por falta de verba, como por exemplo:os bancos da Avenida dos Combatentes estão partidos e sujos dos excrementos dos pombos, sabe que parte de paragens dos autocarros não têm coberturas, sabe que há edificios antigos que estão degradados, sabe que na Portela no parque de estacionamento, não há sanitários públicos, sabe que a passagem aérea que faz ligação da Portela ao pedonal, qualquer dia cai devido a tanta ferrugem, sabe que uma parte dos nossos comerciantes estão falidos devido à falta de estacionamento e não só???
Há, é verdade já me esquecia, Sintra é e sempre foi Mágica, tem a magia que a Natureza lhe deu.
Pronto! Já desabafei.
Uma sintrense desiludida."
Pois é! Isto é em Sintra e tenho a certeza que existe muito mais. Mas temos também as restantes localidades que pertencem ao concelho, que têm grandes carências e a Abrunheira não é excepção. Mais uma razão para fazer ouvir a nossa voz.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Iluminação de Natal em S. Pedro de Sintra

Do Blog spedrodesintra.blogspot.com retirei a noticia que se segue, bem como as fotos.

"S.Pedro já esta com a iluminação de Natal não esta como anos anteriores não tem o esplendor da Zona Histórica de Sintra e nisto faço minhas as palavras da aldeã podiam dividir o dinheiro gasto em exagero em Sintra pelas freguesias mais pobres do Concelho está portanto mais fraquinho (estamos em tempo de vacas magras) mas S. Pedro de Sintra não deixa de estar bonito e convida a uma visita nocturna".

Terreno para uma escola.

Afinal existe um terreno para a construção de uma escola EB2,3 na Abrunheira!
Então porque não são feitas diligências para a sua construção?
Pegando nas palavras do Silvestre, no comentário ao post "resultado da sondagem II"julgo que na próxima assembleia de freguesia, nos devemos deslocar à referida secção e questionar os nossos autarcas sobre este assunto.
A Margarida enviou o e-mail com a informação do local reservado para a escola.
Já aqui falei do terreno que foi reservado, em sede de PDM,num plano de pormenor elaborado para a entrada da Abrunheira,destinado à construção de uma escola EB23 e também estou de acordo com o amigo Silvestre quando diz que devemos questionar em sede própria aqueles que estão à frente das autarquias, câmara e junta,sobre este e outros assuntos.Isto é se eles estiverem disponíveis ou se souberem responder, o que nem sempre acontece;mas sobre futebol, sabem de certeza...Não devemos é calar-nos e deixar-nos cair na apatia..

Obras que levam tempo a concluir.....


No dia 1 de Novembro abordei aqui o problema da sinalização na rua 25 de Abril e rua da Liberdade. Estas duas artérias da nossa terra, desde Maio (julgo que foi por esta altura), passaram a ter apenas um sentido. Mas faltavam alguns sinais para que a informação estivesse correcta (na rua Humberto Delgado e Vasco Santana faltava o sinal de proibição de virar esquerda/direita). Hoje ao circular na rua Humberto Delgado, pude observar que estes sinais tinham sido colocados,porém ainda não deve estar terminada a colocação de sinaléctica, pois na rua Vasco Santana apenas foi colocado um sinal, quem circule da rua do Centro Social para a rua da Liberdade, continua sem saber se pode ou não entrar na referida rua.

De qualquer das formas, este blog já deu algum jeito, pois problemas aqui divulgados acabaram por ser solucionados. Pena é, que neste caso se tenha demorado cerca de 8 meses para perceber que a obra não estava terminada e que também não foi desta que ficou pronta. Será que vai demorar mais 8 meses para colocar o sinal em falta??

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Resultados Sondagem II

Depois de encerrada a votação da 2ª parte da sondagem aqui realizada , os resultados foram os seguintes:
- Escolas 1º e 2º ciclo =75% (27 votos)
- Rede de transportes = 36% ( 13 votos)
- Zonas de lazer = 13% (5 votos)
- Parque desportivo = 8% (3 votos)
Como conclusão, observa-se que as grandes preocupações dos "abrunhenses", vão para o centro de saúde e escolas. Mas estas não são as preocupações dos nossos autarcas, senão vejamos:

"A Assembleia Municipal de Sintra exigiu ontem, dia 4 de Dezembro, ao Governo que assuma um compromisso claro com a população, definindo um calendário para a resolução da insuficiência e inadequação de instalações dos centros de saúde do Município, informa o Bloco de Esquerda de Sintra, em comunicado.
Em causa, diz o documento, "estão os centros de Saúde de Sintra e Mem Martins e das extensões de Saúde de Agualva, Queluz e Belas, que funcionam em instalações inadequadas, bem como da criação e construção de novas extensões na Rinchoa e Mercês." Esta tomada de posição surge com a aprovação, por maioria, de uma moção apresentada pelo Bloco de Esquerda, onde "também se condena a ausência, no PIDDAC de 2008, de verbas para novos centros de saúde no Município, e exige garantias de abertura, em 2008, dos centros de Massamá e S. Marcos, unidades cuja conclusão tem sido adiada." Mais dizem os bloquistas de Sintra que "estranham" a abstenção da bancada do PS sobre esta proposta."
Jornal O Correio
Insufuciência e inadaptação dos centros de sáude do município foi um dos assuntos debatidos em Assembleia Municipal. Pudemos verificar no texto que o centro de saúde foi um dos visados, mas, não se falou da extensão de um centro para a Abrunheira. Este assunto já andou na boca de Presidentes de Câmara, Junta e também dos responsáveis pela ARS, mas quer parecer-me que entretanto morreu, Será porque não são eles que são obrigados a utilizar os serviços oferecidos nos centros de saúde (quando precisam, vão ao particular).?
Não são eles que estão sujeitos a mudar de centro porque deixaram de ter médico de família e os existentes em Sintra não comportam mais doentes?
Quanto tempo mais ainda temos de esperar para ver este assunto reslvido.
Em relação às escolas não sei muito, mas o suficiente para saber que na Abrunheira já existiram alguns terrenos doados precisamente para este fim, mas infelismente, ao sabor das "cores da autarquia" vão sendo levantadas várias hipóteses, o pior é que nada é feito e continuamos com uma escola insuficiente para a quantidade de crianças inscritas, obrigando a horários algo estranhos.
Por outro lado também me parece que andamos, um pouco adormecidos e nada fazemos para forçar os nossos autarcas a oferecerem melhores condições à população.

Pai Natal Supersónico.............


"Pai Natal tem de se mover a 5.800 km por segundo na noite da distribução de presentes
Na madrugada de 24 para 25 de Dezembro, o Pai Natal tem de se mover a uma velocidade de 5.800 quilómetros por segundo, para conseguir fazer 2,5 mil milhões de paragens, segundo um estudo sueco divulgado segunda-feira.


Partindo do princípio que todas as crianças do mundo e de todas as religiões são visitadas pelo famoso senhor das barbas brancas, chegou-se à conclusão que o Pai Natal e as suas renas têm de se deslocar a 5.800 quilómetros por segundo, explicou Anders Larsson, da sociedade de consultadoria em engenharia, Sweco.
“Considerámos que há 48 habitantes por quilómetro quadrado no planeta, e que há uma distância de 20 metros entre cada domicílio. Se o Pai Natal sair do Quirguistão e viajar no sentido inverso ao da rotação da terra, tem 48 horas para entregar todos os presentes”, acrescentou.
Apesar de muitas cidades nórdicas disputarem o título de residência oficial do Pai Natal, o estudo da Sweco afirma que o Pai Natal conseguiria efectuar todas as suas deslocações de forma mais eficaz se partisse do Quirguistão, na Ásia central.
“O Pai Natal dispõem de 34 microssegundos para cada paragem”, ou seja para descer pela chaminé, depositar as ‘encomendas’, e voltar ao trenó."
Alvor de Sintra

domingo, 9 de dezembro de 2007

Actuação do Sintradances e Kdance em Almoçageme!!

Estava eu aqui a dar um voltinha pelos blogs de Sintra, quando me deparei com a notícia sobre a actuação dos alunos do Sintradances (escola de dança da URCA) em danças de salão e dança moderna.
Deixo aqui a noticia e as fotos, retirados do blog da Freguesia de Colares.
"No Passado dia 1 de Dezembro, a Orquestra Ligeira de Almoçageme festejou o seu XVI aniversário.Foi realmente pena ter sido pouco divulgado, porque tanto o concerto da Orquestra como a actuações de dos K-Dance & Sintra Dancers, grupos de dança moderna e danças de salão, foram dignas de se ver. "


www.freguesiacolares.blogspot.com

8 de Dezembro

A 8 de Dezembro, comemora-se mais um feriado, desta vez religioso (dia de Nossa Senhora da Conceição). Talvez os mais novos não se lembrem, mas durante muitos anos, era neste dia que se comemorava o dia da Mãe, e porquê??

Nossa Senhora da Conceição, padroeira do Reino.
"Nas cortes celebradas em Lisboa no ano de 1646 declarou el-rei D. João IV que tomava a Virgem Nossa Senhora da Conceição por padroeira do Reino de Portugal, prometendo-lhe em seu nome, e dos seus sucessores, o tributo anual de 50 cruzados de ouro. Ordenou o mesmo soberano que os estudantes na Universidade de Coimbra, antes de tomarem algum grau, jurassem defender a Imaculada Conceição da Mãe de Deus. Não foi D. João IV o primeiro monarca português que colocou o reino sob a protecção. da Virgem, apenas tornou permanente uma devoção, a que os nossos reis se acolheram algumas vezes em momentos críticos para a pátria. D. João I punha nas portas da capital a inscrição louvando a Virgem, e erigia o convento da Batalha a Nossa Senhora, como o seu esforçado companheiro D. Nuno Alvares Pereira levantava a Santa Maria o convento do Carmo. Foi por provisão de 25 de Março do referido ano de 1646 que se mandou tomar por padroeira do reino Nossa Senhora da Conceição. Comemorando este facto cunharam-se umas medalhas de ouro de 22 quilates, com o peso de 12 oitavas, e outras semelhantes mas de prata, com o peso de uma onça, as quais foram depois admitidas por lei como moedas correntes, as de ouro por 12$000 réis e as de prata por 600 réis.(...) O dogma da Imaculada Conceição foi definido pelo papa Pio IX em 8 de Dezembro de 1854, pela bula Ineffabilis. A instituição da ordem militar de Nossa Senhora da Conceição por D. João VI sintetiza o culto que em Portugal sempre teve essa crença antes de ser dogma. Em 8 de Dezembro de 1904 lançou-se em Lisboa solenemente a primeira pedra para um monumento comemorativo do cinquentenário da definição do dogma. Ao acto, a que assistiram as pessoas reais, patriarca e autoridades, estiveram também representadas muitas irmandades de Nossa Senhora da Conceição, de Lisboa e do país, sendo a mais antiga a da actual freguesia dos Anjos, que foi instituída em 1589. "
Transcrito por Manuel Amaral

Reveillon 2007/2008

Sabe onde passar a última noite do ano e receber 2008???

A Paula deixa-nos uma sugestão. A Associação de Reformados da Abrunheira organiza uma festa em grande no pavilhão da URCA, com o grupo musical INSOMNIA.

Reserve já a sua mesa antes que esgote.


Informações e reservas pelo telefone 219259294 ou na sede da associação de 2ª a sábado das 9h às 17,30 e ao domingo das 13h às 17,30.

Decorações de Natal

Sugeri que enviassem fotos das decorações de Natal na Abrunheira. Já aqui mostrei um persépio feito pela associação de idosos e a iluminação que a junta de freguesia colocou.


Hoje vou mostrar o que o amigo Bento nos enviou, ele não esclareceu, mas penso que se trata da sua vivenda.

sábado, 8 de dezembro de 2007

Cerveja ou água???


Um destes dias, descobri um texto curioso :


mais seguro beber cerveja do que água...


Santo Arnolfo nasceu em 580 D.C., no seio duma importante família austriaca. Tornou-se o santo patrono da cerveja e dos cervejeiros por ter aconselhado o consumo de cerveja à população. Na Idade Média, a água não era uma bebida segura e muitas doenças eram transmitidas devido ao seu consumo. Santo Arnolfo, no seu tempo, aconselhou a beber cerveja que, ao contrário da água era uma bebida segura, pois durante a fervura do mosto, as bactérias potencialmente nocivas são erradicadas. Santo Arnolfo morreu em 640. Na trasladação do corpo para a igreja onde ainda está sepultado, deu-se um milagre: uma única caneca de cerveja deu de beber e saciou a sede a todos os que seguiam no cortejo. Enquanto houve quem tivesse sede, a cerveja não parou de jorrar dessa caneca".


Pois é!!! Este texto está impresso nas embalagens de cerveja da marca .......... Ao que as empresas chegam para levar ao consumo de uma bebida alcoólica. Tantas campanhas para evitar o seu consumo (de qualquer bebida alcoólica), causadoras de tantos problemas para a sociedade e depois levamos com esta.

LEVAR O GADO AO MONTE E...

O Silvestre conta-nos como era passado o tempo dos meninos à muitos anos atrás.
Junto texto sobre como alguns rapazes de 7/8/9/10 anos passavam, naquela época, parte do seu tempo nesta nossa Terra. No meu caso não fazia sacrifício nenhum. Dava esta ajuda à minha Mãe com gosto. Como trouxe há dias o Bento ao Blog, os fornos de cal eram uma arte. Para além disso, o forno de cal fascinava os putos da minha idade e, ainda hoje, não sei bem porquê. Aquele que é a foto do Bento, que é bem perto da minha casa nessa altura, vi eu a trabalhar muitas vezes, e, de vez em quando, ia até lá, e não ia mais vezes, porque a minha Mãe não gostava e dizia-me que era perigoso. Sinto o calor brutal que fazia quando nos aproximava-mos.

"Esta Abrunheira, Terra de abrunhos e Abrunhenses, afagada pelo rio das Sesmarias, era até há 40/50 anos zona agrícola como toda esta nossa região de Sintra e Saloia.

Por esta altura começaram a aparecer as primeiras fábricas, aqui mesmo na Abrunheira a SINCAL, que os edifícios ainda lá estão como eram, em frente à rotunda da bomba da "Repsol", e muito perto junto à antiga estrada Lisboa/Sintra do lado de Mem Martins a Resiquímica e logo depois a Adreta Plásticos, ambas ainda de pé e empregando muitos moradores da Abrunheira ao longo de todos estes anos e ainda hoje. Logo rápido se seguiu outra e, nunca mais parou.

Mas voltando ao antes da nossa revolução industrial, a Abrunheira era 100% agrícola. Percorriamos a única rua , que é hoje a MFA, e tínhamos um autêntico tapete de saudável bosta de vaca e caganitas de ovelha, que, aumentava de altura, junto ao bebedouro do chafariz e no Stº António. À volta da Abrunheira víamos todas as terras cultivadas. Da janela da minha casa, na altura, ou da varanda da casa do meu Avô, via, em direcção à Colónia (EPS), Linhó e, à esquerda, até ao Chico da Beloura. As searas dançando ao sabor do vento, e com tonalidades diferentes, porque se no "Serrado da Fonte" se semeou cevada, na "Mulata" se semeou aveia e nas "Ferreiras" trigo, ao longe oferecem tons ligeiramente diferentes. Os "Celões", de tão grande que era, (parte considerável do que hoje é a Qtª da Beloura) havia anos que se dividia em, uma parte de trigo, outra de cevada e outra de aveia. E a debulha ?? Quinze dias no "Cerrado da Fonte" aquela máquina enorme, com rodas enormes, com uma correia enorme, que não se cansava de debulhar grão e enfardar a palha. Quinze dias para o meu Avô de quem herdei o nome, e a máquina sempre, sempre a trabalhar, sempre a fazer barulho muito barulho e os homens sempre a trabalhar e as mulheres sempre a trabalhar, sempre, sempre.... sacos de trigo, cevada, aveia, fardos de palha, muitos, muitos, depois, de repente, fica só o silêncio... e os homens trabalham e as mulheres trabalham, sempre, sempre....

Todas estas parcelas eram percorridas, depois das colheitas e debulhas, pelo gado que acabava com o restolho até virem as primeiras chuvas de Setembro. Muitas vezes eu fiz parte dessa caminhada com a "Briosa", a "Malhada" a "Bonita", a "Carocha", a ...., nomes que a minha Mãe dava às suas vacas mães e depois às filhas e depois netas... sempre, sempre pelos anos fora, e eu, com gosto, repetia os nomes e os carinhos e festas como a minha Mãe fazia. Levar o gado ao monte , era assim que se dizia e eu levava e gostava e ficava o tempo que fosse preciso, até a sombra do pauzinho espetado na terra atingir o risco que eu de manhã tinha feito na direcção da Qtª do Anjinho, ou, se fosse à tarde, na direcção de casa, era o primitivo relógio de sol que eu sabia regular e marcar conforme o sitio onde estivesse. Algumas vezes as minhas vacas também sabiam contar o tempo, e, quando isso acontecia, mais ou menos no tempo do pauzinho espetado no chão, encaminhavam-se para o sítio de saída para o caminho de casa.

Como eu, havia outros rapazes que levavam o gado ao monte. O Marinho uma vez adormeceu com as suas ovelhas e já era de noite e toda a gente, de lanterna na mão, à procura do Marinho.Mas só adormeceu, não aconteceu mais nada.

Enquanto o gado pastava, e andava, e descansava e voltava a pastar outra vez, eu tinha as minhas brincadeiras e não dormia. Brincava (construía) aos fornos de cal, esta brincadeira podia demorar vários dias, porque era preciso sustentar a abóbada com pedras bem a jeito para a função. Daí ser empreitada iniciada quando sabia que ia alguns dias para aquele sítio. Por vezes era necessário levar pedras pelo caminho, e chegado lá, continuar a paciência, sim, porque era uma brincadeira de paciência. Quem sabia melhor fazer (brincar) fornos de cal era o Zé Fernando. Ele às vezes ia com o Ti Abílio, Pai dele, ao forno onde estava a trabalhar e o Pai dizia-lhe tudo, explicava em pormenor os segredos de construção do forno de cal. Lembro-me que o Ti Abílio tinha muito jeito para a rapaziada nova. Às vezes eu ia brincar com o Zé Fernando e gostava muito de ouvir as histórias do Ti Abílio. Há muitos anos que não falo... falar, conversar mesmo, com o Zé Fernando, e quando damos por nós, passou metade da idade, sim, idade que é aquele tempo contado em anos de vida vivida. Naqueles fornos de cal, para o Ti Abílio, o tempo eram meses e meses contados em molhos de lenha para a fornalha que do lume infernal se queria que derretesse a pedra que havia de ser cal para construir e caiar de branco as paredes das casas dos muros dos prédios e para as valas dos defuntos sem campa sua. "

Continua......

Silvestre

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Aulas em Inglês....


No dia 1 de Dezembro, levantou-se por aqui uma pequena polémica sobre a questão do 1º de Dezembro de 1640. Ninguém gostaria de ser espanhol.

Agora aqui fica outra.

À 2 ou 3 dias nos noticiários da TV, passava uma notícia sobre a Universidade Nova de Lisboa.

Dizia-se que 60% das aulas desta instituição eram dadas em inglês, bem como a lingua mais falada nas reuniões.

Explicava-se tudo isto com o facto de existirem muitos estrangeiros a estudar na referida universidade. Então se eles optam por estudar em Portugal, não deveriam aprender a falar o português. Vamos investir em pessoas que após as licenciaturas não falam a lingua do país que os formou?

Ou será que estão a preparar o pessoal, para ser governado por ingleses?

Aldeã

Rua da Abrunheira

A propósito de uma postagem que aqui fiz à algum tempo, o Frederico enviou o seguinte e-mail:

"Desde que foi publicado o post sobre a Rua da Abrunheira que ando a matutar em mandar este texto sobre o assunto. Envio para aqueles que desconhecem o traçado da rua uma planta do mesmo.

Como preservo o “mau hábito” de, frequentemente, passear a pé com os meus filhos pelos terrenos que restam em redor da nossa terra, aproveitei uma destas saídas para fazer algumas fotos.

Mas quando se diz Rua, penso sempre que chamar a este caminho Rua, só pode ser mesmo um eufemismo, ou uma piada de mau gosto.

Mando assim algumas fotos, sobre esta “Rua” e sobre alguns atentados, que para alguns podem ser coisas de somenos importância, mas que para quem aqui foi criado e fez destes caminhos a sua casa, são verdadeiros atentados ao nosso património.

Na foto 018, onde se vê um pequeno arbusto e uma pedra branca grande, pode parecer que estamos perante mais um monte de entulho. A verdade é que debaixo deste entulho havia um nascente de água límpida e fresca, onde muita gente ia beber nos dias de mais calor. Nós, miúdos, fomos lá vezes sem conta. Hoje, depois de ser ter “limpo” a zona, foi tapada com algumas simpáticas pedras de grande dimensão.


Curioso ou não, havia também uma ponte pedonal que não era mais que uma pedra lisa de grande dimensão, onde durante todo o ano era possível atravessar o rio das Sesmarias, que vem do lado da Charneca. Por ali passei muitas vezes, durante o Inverno, para ir até ao Ramalhão.Só que, curiosamente, esta pedra que era uma passagem pedonal passou a fazer parte da passagem para viaturas, por onde também se atravessava o rio a pé no Verão, e agora, nem por um lado, nem pelo outro.


Nas fotos 022 e 024, vê-se o sítio onde existia a pedra para passagem pedonal. Ficou lá a manilha para nos recordarmos do local já que, como se pode ver, não tem qualquer outra utilidade…





Já na foto 023, pode ver-se a dita pedra no local para passagem de viaturas, percebe-se que, com tanto movimento de viaturas, era “necessário” fazer esta alteração!


As restantes fotos servem para ilustrar o estado em que esta “importante e movimentada artéria” se encontra, e o intenso movimento que por ali é feito! Já que alguém se empenhou e se preocupou com o lixo, e muito bem, e que a zona foi “limpa”, podiam ter-se limitado os trabalhos ao que era necessário, sem estragar o resto…
Curioso ou não, havia também uma ponte pedonal que não era mais que uma pedra lisa de grande dimensão, onde durante todo o ano era possível atravessar o rio das Sesmarias, que vem do lado da Charneca. Por ali passei muitas vezes, durante o Inverno, para ir até ao Ramalhão.
Só que, curiosamente, esta pedra que era uma passagem pedonal passou a fazer parte da passagem para viaturas, por onde também se atravessava o rio a pé no Verão, e agora, nem por um lado, nem pelo outro.


Obrigado Frederico, depois da sua reportagem pudemos concluir como esta rua se torna importante para as gentes da Abrunheira, mas será que, devido ao seu tráfego náo seria importante colocar um semáforos ou fazer uma linda rotunda (igual à outras 4). Sempre resultaria em melhor fluidez de trânsito.





































































































































Festa Natal Associação Idosos Abrunheira

Da nossa amiga Paula recebi a seguinte informação:



"No próximo dia 16 de Dezembro, a partir das 15 horas, realiza-se no pavilhão da Urca, a Festa de Natal 2007, da Associação de Reformados da Abrunheira.

Para além da actuação dos grupos da casa (Grupo Coral Vozes da Abrunheira e classe de ginástica) destaca-se a actuação de Júlio Silva e José Barros, grupo Mil Cantos do BCP e ainda o Karaoke, onde o público será o artista.

Claro está, que não poderá faltar o lanche.

Sócio, junta-te a nós e vem passar um tarde divertida.

A associação deseja a todos os sócios e família, FESTAS FELIZES."

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Decorações da Natal!!!


A iluminação de Natal chegou à Abrunheira, muito pobrezinha é certo, pelo menos temos alguma coisa.

Mas analisando bem verifica-se uma grande diferença entre a sede do concelho e as freguesias. Já tiveram hipótese de ver Sintra?? Pois é, está lindo, mas talvez um pouco exagerado, então porque não dividir o mal pelas aldeias e dar mais algum dinheirito às juntas de freguesia mais "pobrezitas" para iluminar as suas localidades? Já não digo na totalidade, mas pelo menos nas entradas das terriolas. Mereciamos algo mais bonito e diferente dos últimos anos.



quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Esclarecimento

Ainda sobre as actividades da Urca, publico este e-mail que será o último sobre este assunto. Só o retomarei se alguém com autoridade nas actividades ou direcção entender prestar um esclarecimento. Publiquei o 1º mail da Catarina porque achei as perguntas pertinentes e provavélmente muitas pessoas já as fizeram, o da Alda porque de alguma forma esclarecia um pouco, o 2º da Catarina porque ela dá algum sentido explicativo às suas questões. Se entenderem podem sempre fazer os vossos comentários na própria postagem, desta forma poderá ser feito o tal debate proposto pela Catarina. Ficaremos então à espera que alguém queira e entenda que deve uma explicação mais abrangente.
Aldeã
"Para que fique bem claro não quis ofender nenhum professor apenas quis saber alguns pontos, mas já reparei que abri um buraco sem fundo,pelo qual eu vou continuar a fazer perguntas, pois a resposta não foi esclarecedora parece que estão a defender algo, por isso por muito que me custe e doa a quem doer,pois como toda a gente sabe uma casa não se começa pelo telhado há que criar bases e estruturas para mais tarde não nos cair em cima.Aeróbica,localizada,step treino funcional são modalidades de fitness que precisam de formação especifica, 2 instrutoras,têm as duas formações ao nivel do que estão a dar?...eu também pratico localizada e isso não faz de mim instrutora,pois localizada como toda agente sabe trabalha-se todos os grupos musculares e isso não se aprende só com a prática.E depois houve ai a questão da BTS que foi dada ilegalmente...a pessoa que deu percebe de fitness?pois se percebe fez mal.Não conheço uma nem outra, mas aquilo que se houve causou-me curiosidade por isso estas questões todas...enfim...isso é um pouco,aquela dá eu também posso dar...só que o fitness não é para quem quer, e sim para quem pode e sabe...fica no ar??????Um dia talvez vá assistir ás modalidades.... e peço desculpa se estou a ferir susceptibilidades.Pelos vistos isto dá pano para mangas,mas é claro que gostava de ver as coisas bem explicadas,pois se estiver errada concerteza que peço desculpa pelo """incómodo""" que já causei,mas digo mais a direcção da própria URCA devia manifestar-se...já agora as alunas e o resto dos professores da colectividade,que tal um debate via internet?Acho que não fazia mal nenhum sem ofensas era capaz de ser prometedor aceitam?"
Catarina Santos

Galeria de curiosidades...






Uma questão de medidas!!!
Alguém chegou a uma brilhante conclusão. O Frederico adaptou-a à realidade da Abrunheira, vejamos:
"Li um destes dias que mais de 60% dos portugueses tem um perímetro abdominal superior a 108cm. Partindo do princípio que os braços estão para lá da largura do tronco, chegamos a uma triste conclusão: é que em alguns passeios da Abrunheira, nem de lado podemos andar!
Alguns passeios da nossa terra têm pouco mais de 30cm. Ora essa medida já é o diâmetro máximo para o tal perímetro, portanto, se quisermos andar em cima do passeio não podemos ter braços, ou temos de andar de lado, ou então andamos de carro, que é o que todos fazemos!



E para ajudar à festa como os passeios são largos, ou temos um poste plantado, um sinal de trânsito ou mesmo um caixote do lixo como estes das fotos que envio, que por acaso é o que usamos cá em casa! "

Bodypainting animal


"Na Abrunheira, por vezes acontecem coisas estranhas, algumas muito estranhas mesmo, como aparecerem animais pintados com a melhor arte bodypaintig conhecida.

Esta história já tem tantos anos que nem me lembro da cor de um dos intervenientes, mas já lá vamos…

Por altura de umas eleições para um dos primeiros governos provisórios, houve um artista cá da terra que decidiu, acho que apenas por piada, escrever no lombo de um cão PS com letras garrafais pintadas a vermelho.
O pobre cão era abandonado e arranjou guarida junto de uma senhora, já falecida há longos anos, que era conhecida por “Manuela dos Cães” por dar abrigo a qualquer animal que por aí aparecesse abandonado.
Este em particular, se a memória não me atraiçoa - e já me atraiçoou várias vezes - chamava-se Juca e era aparentado de "Grand Danois". Só aparentado, pelo porte que apresentava e pela forma de olhar! O Juca era bastante grande e todo preto, ou tinha apenas uma pequena mancha na frente do pescoço, mas estava extremamente magro quando apareceu por cá.
Resultado: o pobre cão, que ainda durou alguns anos, foi renomeado e passou a ser para, quase todos, o PS!


Alguns anos mais tarde, uma manhã, saia eu tranquilamente de casa quando, para meu espanto, estava plantado à minha frente um burro. Até aqui tudo bem, só que este burro tinha pintadas no dorso meia dúzia de listas! Por mais que me esforce, não consigo lembrar-me com exactidão da cor\n do burro - nunca pensei tantos anos depois vir a contar isto - mas tanto quanto a memória me permite, julgo que o burro era castanho e tinha pintadas algumas riscas brancas. Quanto mais tento recordar, mais confuso fico, e já vejo burros de todas as cores…A história não ficou por aqui, houve mais desenvolvimentos, alguns curiosos, mas como não assisti, pode ser que alguém conte, com o pormenor que eu não conheço, toda a história.Quanto ao “artista”, dizia-se que era o mesmo em ambos os casos e havia vários suspeitos, mas nestas coisas o melhor mesmo é não saber a origem da obra…"


Bem, Frederico,estas foram situações muito engraçadas, lembro-me bem, mas também não sei pormenores. Pode ser que algum dos intervenientes visite o blog e queira aprofundar o assunto.

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Enterro do Bacalhau




Do nosso amigo Silvestre recebi mais um história.
Destas cegadas também eu me lembro.
Lembro-me do Ti Rafael que fazia sempre de viúva, e que bem ele chorava. Dos outros intervenientes não me lembro muito bem, mas isso o Silvestre faz bem, ora leiam!


ENTERRO DO BACALHAU
A Quarta-feira de cinzas, para quem não sabe, é o dia a seguir à Terça-feira de Carnaval. É de "cinzas" porque, naturalmente , se queima alguma coisa.
Bom, na Abrunheira, há uns anitos, comemorava-se este dia com festa até às tantas. Comer e beber até fartar, e falando em beber, era, como se costumava dizer, de caixão à cova, embora aqui, na Quarta-feira de cinzas, seja mais de "caixão - à - fogueira", já explico.
Na tradição de levar cena, na rua, as tão conhecidas "cegadas", este dia era-lhe dado o nome de "enterro do bacalhau". Desde que comecei a pensar nestas coisas, ainda não consegui descobrir donde vem o “bacalhau” que, aqui, substitui o “Entrudo”, ou seja, o nome original devia ser o enterro do Entrudo que é o outro nome pelo qual se designava o Carnaval.
Então, na 4ª feira, juntava-se o pessoal mais activo e disposto para a brincadeira do Carnaval, das últimas vezes que me lembro, capitaneados pelo Ti Rafael, mais conhecido por Rafael Coxo, faziam um boneco, que seria o morto (bacalhau) vestido e com a roupa cheia de palha, assim tipo espantalho, deitavam-no numa padiola (a padiola é como se fosse uma maca, ou uma base de andor nas procissões). Este morto tinha uma particularidade, entre as pernas aplicavam-lhe “um das caldas, daqueles bem grandes” que estava sempre cheio de tinto. O bacalhau era devidamente amortalhado, todo tapadinho parecia mesmo um morto. Os participantes vestiam-se a rigor, ou seja a preto, e a maior parte deles, sim porque eram sempre só homens, eram as carpideiras que acompanhavam a viúva que não se calava um segundo. Esta viúva era a personagem sempre interpretada pelo Rafael Coxo.
Pela hora do jantar, percorriam a Abrunheira, de porta em porta, numa berraria que só visto, e a viúva cumpria o seu papel, chorando como só o Rafael Coxo sabia. À medida que as pessoas iam abrindo as portas, à passagem do cortejo, a viúva chorava mais, as carpideiras berravam mais, e as mãos eram estendidas para a contribuição nas despesas do enterro. Toda a gente sabia como era e todos deixavam uma moeda ou davam de beber ou comer, e, em jeito de compensação, a viúva refinava o choro e levantava a mortalha para mostrar “as partes” do defunto, e bebia e dava a beber um pouco do seu líquido, é claro que muitos poucos faziam muito, e, principalmente a viúva, quando chegava ao fim, ia bem confortada. E por aí seguiam, lugar acima, lugar abaixo, até chegarem ao sítio combinado, Taberna do Álvaro, da Menina Emília, Taberna do Faial, ou já António Zé ou qualquer outro. Aí, de petisco já pronto e todos já bem regados, sentavam-se à roda da mesa, mas antes, também com a pira já pronta, no meio de grande berraria e de muito choro e tristeza da viúva, o bacalhau vai para a fogueira fazer cinzas. É claro que não se esqueceram de lhe arrancar as “partes”. A noite acabava à roda da fogueira em grande algazarra com todo o pessoal bem bebido e comido e com mais um Carnaval terminado.
O Último que lembro de ver, devia ter uns 10 anos, lá para meio da década de 60. No princípio da URCA chegou a falar-se em reavivar esta tradição, mas por uma ou outra razão, nunca se concretizou.
Silvestre Félix
Novembro 2007

Actividades URCA - Resposta

Relativamente ao assunto anterior e às dúvidas levantadas pela Catarina, a Alda resolve esclarecer:
"Cara Aldeã
Sobre as actividades da URCA pelo qual se questiona o "canudo" dosprofessores e respondendo já ao outro comentário,não ,não estamos na fase docanudismo,mas é muito importante ter uma formação adequada no meio em queestamos a "trabalhar",e estou a responder pelo simples facto de todas estasquestões me atingirem um pouco pois sou uma das instrutoras de uma dasmodalidades da URCA e não tenho nenhuma licenciatura na matéria,pois quemtem licenciatura são os professores de educação fisica,mas até mesmo elespara dar aulas num ginásio têm que fazer as formações dentro da modalidadeque querem ou se habilitam a dar.Claro que é importante ter a experiência emuitos dos professores ali dentro até estão de parabéns e não pudemos demaneira nenhuma descriminar nenhum.Quanto á questão que se põe sobre asformações e se são ou não importantes eu tenho a responder que sim pois tudoevolui e estamos sempre a aprender,e para passar alguma informaçâo sobre amatéria que estamos a dar temos que nos actualizar sempre... seja em queárea estejamos,mas isto realmente é tudo muito irrelevante e é claro que aspessoas que procuram a URCA de certeza que sabem com quem contam,por acasoeu quando fui para ai tinha apenas a experiência ,neste momento e por acharque devia tenho várias formações a nivel fitness,mas também nunca ninguém mepediu nada eu é que achei que devia saber mais...e isso é muito importantetanto a nivel pessoal como a nivel profissional.Penso que sobre isto nãodeve haver dúvidas embora aja sempre comentários deste tipo em todo o lado épróprio do ser humano,mas até achava por bem a direção da URCA dar um poucoa cara pelos professores que ali estão e responder a certas dúvidas que aspessoas fazem para se puder acabar de vez com todos os comentários."
Espero, Catarina que esta seja a resposta que esperava.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

As actividades da URCA

Recebi um e-mail da Catarina Santos, com algumas questões bem lógicas. Como não sei responder, publico, na esperança de que alguém com conhecimento de causa visite este blog e queira responder à nossa amiga.

"Aldeã
Como diz no inicio este blog serve para divulgar as coisas boas e as más,muito bem começo por uma pergunta bem pertinente, mais uma vez sobre a URCA.Sobre as actividades desportivas já alguém se questionou se está tudo bem? A saúde das pessoas não é importante? Então porque não se sabe se os professores que ali dão aulas estão ou não certificados? Será que as coisas estão assim tão legais? Pois só questiono porque pelo que ouvi já houve uma grande ilegalidade numa das modalidades.Então brincamos? Como é que uma direcção de uma colectividade deixa isso acontecer? Mais...não percebo o porquê de duas modalidades iguais nos mesmos dias em horários ligados... ´sem ofensa para os professores, mas é normal querermos saber,afinal a saúde das pessoas também conta e neste momento em qualquer lado seja ginásios seja colectividades desportivas todos os professores têm que ter formação adequada naquilo que estão a fazer.Querem que as coisas levem outro rumo e para melhor? Então tenham isso em conta...pois a URCA não é uma colectividade qualquer, e pode ser mais reconhecida se tiver mais qualidade em servir as pessoas."
Amiga Catarina, como já deve ter percebido, nada tenho a ver com a Urca, algumas pessoas que conheço com autoridade nesta matéria, parece-me que, ainda não enviaram nenhum artigo nem fizeram qualquer tipo de comentário sobre a actual Urca.
Quem tem enviado algo e pelo nome (que eu me lembre) esteve ligado ao inicio da Urca, tal como ele diz, mas neste momento nada o liga á Urca já se afastou a alguns anitos bons.
Mas como digo, pode ser que alguém nos visite e nos deixe uma resposta às suas perguntas, muito pertinentes. Agora também eu fiquei curiosa para saber como funciona a Urca em termos de actividades e .............................
Obrigado pela sua colaboração, continue a visitar o nosso blog e sempre que possivel participe nele.

domingo, 2 de dezembro de 2007

Resultados da sondagem

Depois de encerrada a votação, podemos concluir que 34% dos votantes aposta no Centro de Saúde; 24% Outros e 21% Posto da GNR.
Como o item "outros" é muito abrangente, vamos então, com base nas sugestões dos cibernautas perceber quais as maiores necessidades.
Por isso "família" toca a votar de novo:
- Escola Básica de 1º e 2º ciclo;
- Parque desportivo;
- Zonas de lazer;
- Boa rede de transportes com horários bem estruturados.

sábado, 1 de dezembro de 2007

1º Dezembro - Restauração da Independência


"Tudo começou em finais do séc. XVI: o rei de Portugal era D. Sebastião.
Em 1578, D. Sebastião morreu na batalha de Alcácer-Quibir, no norte de África. Portugal ficou, assim, sem rei, pois D. Sebastião era muito novo e ainda não tinha filhos, não havia herdeiros directos para a coroa portuguesa.

Assim, quem subiu ao trono foi o Cardeal D. Henrique, que era tio-avô de D. Sebastião. Mas só reinou durante dois anos porque nem todos estavam de acordo com ele como novo rei.Mas atenção: estas coisas nunca são simples, houve muitos pretendentes e isto deu muita confusão...
Em 1580, nas Cortes de Tomar, Filipe II, rei de Espanha, foi escolhido como o novo rei de Portugal. A razão para a escolha foi simples: Filipe II era filho da infanta D. Isabel e também neto do rei português D. Manuel, por isso tinha direito ao trono. (...)

Durante 60 anos, viveu-se em Portugal um período que ficou conhecido na História como "Domínio Filipino". Depois do reinado de Filipe II (I de Portugal), veio a governação de Filipe III (II de Portugal) e Filipe IV (III de Portugal). Estes reis governavam Portugal e Espanha ao mesmo tempo, como um só país.

Os portugueses acabaram por revoltar-se contra esta situação e, no dia 1 de Dezembro de 1640, puseram fim ao reinado do rei espanhol num golpe palaciano (um golpe só para derrubar o rei e o seu governo).
Sabias que havia também defensores do rei espanhol em Portugal? Mas o povo não gostava disso porque o País não era governado com justiça e havia muitos problemas e ataques às províncias ultramarinas e, especialmente, ao Brasil.
Na altura, a Duquesa de Mântua era vice-rainha e Miguel de Vasconcelos era escrivão da Fazenda do Reino. Tinha imenso poder. No dia 1 de Dezembro de 1640, os Restauradores mataram-no a tiro e foi defenestrado (atirado da janela abaixo) no Paço da Ribeira.
Filipe III abandonou o trono de Portugal e os portugueses escolheram D. João IV, duque de Bragança, como novo rei.
O dia 1 de Dezembro passou a ser comemorado todos os anos como o Dia da Restauração da Independência de Portugal, já que o trono voltou para um rei português. "

Site Junior


Será que não tínhamos ganho em ficar sob o domínio espanhol?

Hoje voltaríamos a revoltar-nos por ser governados por espanhóis??

Aldeã

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Decorações de Natal

A Paula enviou umas fotos de um presépio muito original que foi colocado no recinto da URCA.
Este presépio foi realizado por alguma senhoras da Associação de Reformados da Abrunheira, com o objectivo de dar um cheirinho a Natal ao espaço exterior.


Aqui ficam as fotos.




Venda de Natal

Da nossa amiga Paula recebi um e-mail com a seguinte informação:

" A partir do próximo dia 1 de Dezembro, e durante todo o mês, a Associação de Reformados da Abrunheira realiza uma venda de Natal, com artigos exclusivamente realizados pelas utentes no atelier de artes plásticas.
Se ainda não comprou as prendas de Natal, aproveite e faça-nos uma visita, se já comprou, visite-nos na mesma, pois ainda é possivel que falte alguma.
Podem visitar-nos, na Rua Humberto Delgado N.º 17 de 2ª a sábado entre as 9h e as 17.30 e ao domingo das 13H às 17,30."
Festas Felizes.
Paula

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

S. Pedro Solidário 2007



À semelhança de anos anteriores, esta Junta de Freguesia – Pelouro de Acção Social, procedeu a mais uma recolha de alimentos, com vista a ajudar aqueles que mais necessitam.Este ano, a Acção Social aliou-se ao Moto Clube do Linhó, para a recolha dos alimentos e posterior distribuição de cabazes de Natal à população carenciada da Freguesia.A recolha foi efectuada nos dias 17 e 18 de Novembro nos supermercados Super Cor, Feira Nova e Lidl Mem Martins.Com o pouco de todos, tornaremos o Natal de muitos um pouco mais feliz.
Fonte "site junta de freguesia"

Escola de Dança em movimento!

Sintradances

No próximo dia 1 de Dezembro, um grupo de Alunos N23 do SintraDanceS e o Grupo de Dança Moderna, KDance, vão abrilhantar o aniversário da Orquestra de Almoçageme.

Feliz aniversário e uma boa actuação.

Fonte "Sintractiva
"

Os dois irmãos...........

As conversas são como as cerejas, que é como quem diz, as histórias.
O Frederico dá a deixa o Silvestre completa. Assim é que é e aos poucos vamos conhecendo a Abrunheira de outros tempos.
Tenho procurado alguma informação, mas para além do cemitério pouco mais tenho encontrado, mas continuo a insistir.
Cá vai então a história dos dois irmãos:

"Tomando como deixa o texto do Frederico acerca da minha Tia Ermelinda…
E do meu Tio João, este, irmão do Meu Pai. Estes os dois, o Zé e o João muito amigos, e a partir de determinada altura da vida, inseparáveis. O João mais velho e o Zé, Meu Pai, que morreu primeiro. De boa saúde gozava, mas a trabalhar morreu. Foi quando eu tinha 22 anos.
Todos nós sentimos muito e muito mais a Minha Mãe, mas o João, o Irmão mais velho, no seu silêncio e com a vida muito grande contada em anos sofridos de trabalho e canseiras, sentiu de outra maneira. Combinou com ele próprio que sem o Irmão mais novo, a vida tinha ainda menos sabor, e então não ia fazer nada para lhe dar tempero. Sofreu muito o Meu Tio João com a morte do Irmão mais novo, O Meu Pai, que o acompanhava no final da sua vida grande contada em anos de canseiras.
O Meu Tio João, companheiro casado de muito tempo da Minha Tia Ermelinda, que era mulher ribatejana de Constância, que das aventuras da sua juventude no campo me contava enquanto amassava os bolos ou o pão, que bem fazia para comer em casa e vender levada pela Burra a puxar a carroça até à Abóboda ou, pelo outro lado até ao Monte Estoril. A mesma Burra e carroça que também levava pelos mesmos caminhos fruta que tanto eu gostava, porque eu ia com a minha Tia Ermelinda nestas viagens na carroça, e noutras alturas do ano, no Inverno, os queijinhos frescos porque ainda não havia legislação UE, e eram bons. O que eu gostava mais era dos pastéis de nata. Nunca mais comi iguais.
Como ia dizendo, o Meu Tio João que foi muito tempo contado em anos guardador de rebanhos de ovelhas e cabras, estava a chegar ao fim do Seu tempo. O Zé tinha morrido e ele nem sequer tinha mais rebanho de ovelhas ou cabras. Sem tempo, e com a vida por um fio, morreu muito pouco tempo contado em meses desde o tempo da morte do Meu Pai.
Paz Às Duas Almas."
Silvestre Félix
Novembro 2007

António Vieira - Poeta Popular

Através do Frederico chegaram-me alguns poemas de António Vieira. Estes poemas foram enviados ao Frederico por um amigo que diz, ainda não estar preparado para participar no blog. Tudo bem, recebemos com muito prazer os poemas, mas garanto que isto não custa nada, é mesmo sé escrever.

Marcha da U.R.C.A

Abrunheira é terra pobre
Mas é bem nobre,
O povo é feliz,
Toda a gente aqui produz
E encontra luz
Dá força ao “País”.

O brazão desta Nobreza,
é a certeza do amanhã…
e, assim vamos vivendo
bandeiras vamos erguendo
pela causa justa e sã.

REFRÃO-bis
Ergue-te moço!
Vê a razão!...
Combate em força
E reacção;
Rejeita as armas que te querem dar,
Batalha, batalha, mas a trabalhar


Tem a U.R.C.A sempre alerta
E bem desperta
Toda em porfia,
Com desportos e cultura
P`rá vida futura, é a luz do dia.

Tem gente a acarinhá-la
E a guiá-la
Eis as razões:
Querem que se siga em frente,
E o futuro de toda a gente
Tenha melhores condições

Abrunheira, 22-5-76. A. Vieira

Com estes poemas ficamos a conhecer mais uma das facetas de António Vieira.

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Triste realidade!!!!!

Muito importante esta reflexão que o Frederico fez e resolveu partilhar connosco.

é mesmo para pensar e reflectir muito bem.


"Estamos em Novembro, com dias solarengos, e esquecemos que um dia destes a chuva, inevitavelmente, por aí virá. Pior é sabermos que um dia, este ano, no próximo, ou noutros, virá com mais força e, como sempre acontece, vamos ter cheias.

Já quase todos nós, cá no nosso cantinho, nos esquecemos do que aconteceu nas últimas grandes cheias que nos atingiram. Foi em 1983, a 18 de Novembro, e tivemos zonas alagadas na Av. Movimento das Forças Armadas, junto à ponte da Rua da Colónia, na zona onde hoje é a Honda e a Wurth, e ao longo de toda a bacia do Rio das Sesmarias. Também houve complicações noutros locais, mas de forma mais moderada.
Uma coisa, todos sabemos, sempre que chove a sério durante cinco minutos, o sistema de esgotos rebenta, as tampas metálica levantam e a água começa a sair por aí.

Nestes últimos 24 anos, nada foi feito para melhorar os sistemas de escoamento. Tanto quanto sei, não foi feito nenhum levantamento de zonas alagáveis e construiu-se muito, construiu-se sem ter em conta que, ciclicamente, chove mais do que é normal e que é necessário prevenir. Mas até agora, ninguém preveniu, nada!

A culpa é também de nós todos, que por exemplo impermeabilizamos os nossos quintais, contribuindo para que cada vez haja menos zonas com terra que possa absorver a água. Mas, para além de todos nós, há quem decida sobre o território da Abrunheira e sobre o que se pode construir, esquecendo estas questões. Um destes dias, dei comigo a olhar para uma imagem da Abrunheira no Google Earth e comecei a fazer um exercício mental sobre o que existia edificado e não impermeabilizado em 83 e o que existe agora, e fiquei impressionado com o que já foi construído e também com o que já está previsto, em alguns casos já com arruamentos feitos. Pensei: quando chover a sério, a água vai para onde? Resposta: para dentro das casas das pessoas, que nas últimas cheias já ficaram alagadas, mas desta vez ficarão com muito mais água, e também para algumas construções que entretanto foram edificadas em zona alagável, e mais não sabemos onde.
O último caso de atropelo de zona alagável, são os prédios amarelos que foram construídos atrás da padaria. Para aqueles que não se lembram, ali existia uma linha de água, pouco importante é certo, mas existia. E mais do que isso, o terreno tinha um desnível de 30 ou 40 cm em relação à estrada, o que permitia que um volume de água considerável ali ficasse retido e fosse absorvido e também evaporasse, como é normal.Também a zona industrial, junto à rotunda da bomba de gasolina, que nas últimas cheias foi bastante afectada, foi completamente impermeabilizada, com mais fábricas, mais parques industriais, mais estradas - mais tudo, menos estruturas para encaminhar a água das chuvas.Tudo isto para dizer que, quando chover de mais, as culpas vão ser do aquecimento global, do São Pedro, do cão do vizinho ou mesmo do vizinho, não vão ser nossas, nem daqueles que por nós decidem.Deixo-vos uma imagem da Abrunheira actual, para fazerem o mesmo exercício que eu fiz!

O último caso de atropelo de zona alagável, são os prédios amarelos que foram construídos atrás da padaria. Para aqueles que não se lembram, ali existia uma linha de água, pouco importante é certo, mas existia. E mais do que isso, o terreno tinha um desnível de 30 ou 40 cm em relação à estrada, o que permitia que um volume de água considerável ali ficasse retido e fosse absorvido e também evaporasse, como é normal.

Também a zona industrial, junto à rotunda da bomba de gasolina, que nas últimas cheias foi bastante afectada, foi completamente impermeabilizada, com mais fábricas, mais parques industriais, mais estradas - mais tudo, menos estruturas para encaminhar a água das chuvas.

Tudo isto para dizer que, quando chover de mais, as culpas vão ser do aquecimento global, do São Pedro, do cão do vizinho ou mesmo do vizinho, não vão ser nossas, nem daqueles que por nós decidem.

Deixo-vos uma imagem da Abrunheira actual, para fazerem o mesmo exercício que eu fiz!"

Frederico Madeira

terça-feira, 27 de novembro de 2007

SONDAGEM :::::::


Faltam 4 dias para fechar a votação, vamos lá a votar.

Não tenham medo! Esta votação apenas serve para que possamos apreciar quais as verdadeiras carências na nossa terra, que pelos comentários, se percebe serem muitas.


VOTE

Ti Mulata!!!!!

De novo o Frederico com as suas histórias:




"Muito antes de eu vir para cá, e deixei propositadamente para o fim, sei que existiu uma senhora que era tratada por "Ti Mulata". Esta senhora vendia café, também porta a porta, que transportava numa simples lata metálica. Transportava consigo alguns dos tradicionais cartuchos de papel manteiga onde vendia pequenas quantidades de café, uma quarta, uma meia, ou outra medida que o cliente pretendesse.
Ainda hoje há quem se lembre do cheiro e do sabor do café…"amargoso".

De fora ficam outros personagens menos importantes, ou alguns que só por si merecerão um texto, como os peixeiros, o Ti João e o "Vira-le as Costas", mas sobre eles não sei muito e deixo essa obra para algum conhecedor!

Hoje, a Abrunheira vive outra realidade. Estamos rodeados de grandes lojas, outras espreitam a oportunidade de se implantarem. Existem dezenas ou centenas de empresas nos parques industriais que nos envolvem, a maior parte delas não dá emprego a pessoas de cá, são impessoais para nós, não nos dizem nada. Muitas, já estão no e-commerce, sinais dos tempos - da lata de café aos cibernegócios! "


Para si que lê o nosso blog, deixo um apelo. Conte algo sobre a sua terra, de certeza que sabe alguma coisita que ainda não foi aqui escrita. Partilhe connosco. Não custa nada, é só escrever e enviar, eu faço o resto.
Aldeã

Vamos lá!!!!

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

A Ti Ermelinda e o homem do bofe!


O Frederico continua a contar-nos algumas histórias com personagens importantes na vida da nossa terra à 30 anos atrás.


"Muito presente, tenho ainda a "Ti Ermelinda", que era de cá, pelo menos para mim, já que já cá se encontrava quando para cá vim, há 36 anos. Vendia fruta, porta a porta, rua a rua, com a sua inseparável burra, a fruta não tinha aquele magnífico aspecto que hoje tem a que encontramos nas grandes lojas, mas tinha um sabor único, o sabor da Abrunheira e das terras.
Sei que o marido, que eu não conheci, ou no mínimo não me lembro dele, já entrevado e perante a teimosia da burra em zurrar - é isso que caracteriza os burros, serem teimosos - gritava a plenos pulmões para a Ti Ermelinda, "bate na burra, bate na burra…", expressão que hoje ainda usamos em casa quando, em alguma ocasião, é aplicável.



Havia também um senhor, cujo nome não sei nem nunca soube, que andava de mota a vender bofe! Não faço ideia do que é o bofe, peço desculpa pela ignorância, mas recordo a impressão que me fazia ver, naqueles antigos alforges de burro, o sangue a escorrer pelo chão quando ele parava! Não posso deixar de falar neste personagem pela importância que lhe era dispensada pela população. "

Frederico Madeira



Bem Frederico procurei e encontrei algo sobre o bofe, é mais ou menos isto:

Bofe= fressura dos animais (Conjunto das vísceras mais grossas de alguns animais, com pulmões, fígado e coração)

domingo, 25 de novembro de 2007

O que faz falta na Abrunheira???

Do amigo A. Bento recebi um e-mail com muito interesse para o desenvolvimento da Abrunheira:
"Aldeã, não querendo abusar da sua generosidade, propunha-lhe um desafio.
A Aldeã propôs fazer um blog para desenvolver um trabalho de pesquisa na Aldeia, não foi? E eu sugeria que para além de ouvir, propusesse em jeito de sondagem aos cibernautas navegadores o seguinte: o que acham que fazia mais falta na Abrunheira?
Aldeã, não querendo abusar da sua generosidade, propunha-lhe um desafio.
A Aldeã propôs fazer um blog para desenvolver um trabalho de pesquisa na Aldeia, não foi? E eu sugeria que para além de ouvir, propusesse em jeito de sondagem aos cibernautas navegadores o seguinte: o que acham que fazia mais falta na Abrunheira?
Por exemplo, entre outros:
Uma extensão do Centro de saúde?
Um posto da GNR?
Ordenamento do trânsito e passadeiras para peões?
Outros, quais?
Na aldeia muito se tem falado desta problemática, claro que existem divergências de opinião, mas de qualquer modo seria engraçado, existir um indicador que nos aproxima-se da realidade, sabemos ser só um indicador visto abranger só as pessoas que passam pelo blog, de qualquer modo, era já uma amostragem onde pudéssemos localizar as carências.
Que nos mostre logo há partida, se qualquer das coisas fazem ou não muita falta para o bem estar da população da nossa aldeia.
Então, aceita o desafio ou não?"

A. Bento

Mas é claro que aceito o desafio, é até bastante pertinente, uma vez que nos aproximamos de eleições, podemos ir já preparando um documento com as carências que posteriormente entregaremos a possiveis candidatos à autarquia (Junta e Câmara), para que desta forma possam preparar melhor a sua campanha.
Para já deixamos estas três sugestões a votação até dia 2 de Dezembro, depois podemos alargar mais um pouco ou apresentar outras sugestões que possam surgir.
Nos espaço "outras" não é possivel colocar a vossa sugestão, mas peço que a deixem em comentário nesta postagem. Depois faremos outra votação com as sugestões que forem apresentadas.
Não se esqueça, VOTE, a sua opinião(para nós) conta.
P.S A sondagem encontra-se na enquete abaixo do "contador de visitas"