sábado, 24 de novembro de 2007
Opinião
Habitantes importantes.............
E o Faneca Velho toca, toca… e o pé bate, bate… e o cigarro no canto da boca, arde, arde… e os pares dançam, dançam, dançam…. até que, o Rafael Coxo, faz sinal ao Faneca Velho, e a concertina pára.… e o Rafael Coxo sobe ao palanque, e diz do alto da sua sapiência: "Alto e para o baile, …. É favor os Cavalheiros levarem as Damas ao bufete!" E o Faneca Velho volta a por a concertina a jeito e lá começa a tocar, a tocar… e o pé a bater, a bater… e tudo volta ao mesmo, só os Cavalheiros é que não acham graça à intervenção do Rafael Coxo, é que, nestas coisas, o Rafael Coxo é Mestre. A ciência toda está em saber, ou calcular, qual é a moda em que o Rafael Coxo manda as Damas ao bufete, é que para os Cavalheiros, cinco ou dez tostões é dinheiro, e uma gasosa ou uma laranjada é o bastante para lhe levarem o que sobrou para o fim de semana, e nem sempre a Dama o merece. Mas, não pode ficar mal à frente do pessoal, e regra é regra. O cigarro do Faneca Velho está a chegar ao fim, quase lhe queima os lábios, que habituados já estão destas queimadelas, e é o tempo para a moda chegar ao fim. O cigarro é como se fosse uma ampulheta, mede o tempo da tocadela assim como o bater do pé mede o compasso da moda.
Os pares desfazem-se, os Cavalheiros regressam ao seu sítio do lado da porta e em frente ao balcão do bufete, por detrás dos dois bancos corridos que estão ali exactamente para marcar o terreno. As Damas, vão para o assento ao lado da sua Mãe, ou de quem está encarregado de controlar com quem a Dama dança, sim, porque essa coisa de ir ao baile tem muito que se lhe diga. Os assentos das Damas e suas acompanhantes são os conhecidos bancos corridos de madeira, dispostos em volta do recinto de dança.
Os Cavalheiros que têm tostões de sobra bebem o seu copo, olham as Damas, ensaiam sinais conhecidos ou piscadelas de olho, e um deles grita ao Faneca velho " Oh Ti Faneca, toque uma devagarinho!", e o Faneca Velho, que destes pedidos está ele farto de ouvir, e também porque tinha tanto de malandreco como de cabelo em falta na cabeça, põe a mão em jeito de funil na orelha, e responde bem alto para o Cavalheiro atrevido; " O quê ?? um corridinho ?? É pra já!" E antes que o interlocutor consiga reagir, já se ouvem os primeiros acordes dum corridinho do Algarve, daqueles mesmo muito rápidos.
E o "Ti Faneca" com a sua concertina às costas, pedalando a sua bicicleta, corre, corre… estrada acima, corre, corre…estrada a baixo, Linhó, Albarraque, Manique de Cima e Manique de Baixo, Mem Martins, Casais de Mem Martins, Ranholas, Lourel, Várzea de Sintra, Ribeira de Sintra e… até onde o chamam para tocar uma moda devagarinho ou um corridinho do Algarve….
Nota: O "Velho" em Faneca é sinónimo de respeito, e o Coxo do "Ti Rafael" era alcunha, porque felizmente o "Ti Rafael" não era deficiente motor.
São ambos figuras relevantes da nossa Abrunheira. O "Ti Faneca" era um Artista e Bom Homem conhecido em todo o Concelho de Sintra e Cascais e deve ter morrido nos finais da década de 60 princípio de 70. O "Ti Rafael " meu tio, era O "animador de serviço". Grande entusiasta da vida associativa da nossa Terra. Era da sua responsabilidade a realização dos bailes, enterro do bacalhau no entrudo, e tudo o que era diversão. Quando havia uma festa, uma baile, lá estava o "Rafael Coxo". Penso que morreu no princípio da década de 80.
Silvestre Félix
sexta-feira, 23 de novembro de 2007
Cemitério data de 1857!!!
Mais um forno!
Eu já tive ocasião de falar disto ao antigo Presidente da Junta, que achou a ideia muito engraçada, mas já não deu para continuar porque entretanto acabou o seu mandato.
Como devem saber a Abrunheira teve pelo menos três fornos de cal, dois já foram destruídos, mas um ainda continua de pé, um bocadito degradado é certo, mas ainda dá para recuperar, se houvesse alguém interessado em falar com o dono e com a autarquia, porque não faze-lo funcionar? Pelo menos uma vez no ano, para mostrar às novas gerações a importância que teve a cal em pedra numa determinada época. Hoje ainda é possível encontrar pessoas que trabalharam nesses fornos, que talvez ainda pudessem ser úteis para dar umas dicas.
É evidente que se algum dia ele vier a funcionar, será muito provável que os amigos do ambiente se levantem para reclamar do fumo que produz a queimar a lenha, mas antigamente era assim, e o planeta era mais limpo, e quem lá trabalhou, fumava bem e bebia melhor, morreu de morte natural e com mais de oitenta anos.
Actualmente aqui na Abrunheira, no Inverno, temos noites que na rua mal se pode respirar com o fumo emanado pelas chaminés das lareiras, se abrimos uma janela a casa fica toda perfumada, mas temos que viver com isto, a diferença não deve ser muito grande."
A. Bento
Assembleia de Freguesia de S.Pedro de Penaferrim

1-Constituição de um grupo de Trabalho na Assembleia, com o objectivo de proceder à análise das sugestões e elaboração de um parecer sobre o Processo de Consulta Pública no âmbito do procedimento de Avaliação de Impacte Ambiental do projecto«Variante à EN249-4 entre o Nó da A5 eAbrunheira».
2-Necessidade de clarificar as competências da Junta e seu Presidente e da Assembleia e respectivo Presidente.
3-Ponto da situação da implementação do SIADAP(sistema integrado de avaliação do desempenho da administração pública) ao pessoal da autarquia.
4-Solicitação de resposta do Presidente a diversos assuntos levantados na última Assembleia e que ficaram pendentes, pela saída do Presidente antes do encerramento dos trabalhos.
A possível existência de um cemitério ou algo parecido.

Para lá do actual IC 19, na zona que é conhecida por “Charneca”, que corresponde à área envolvente ao início da estrada que passa em frente à antiga Samsung, poderá ter existido, e digo poderá, porque não encontrei até ao momento nenhum documento que o comprove, um antigo cemitério.
A história foi-me contada de viva voz, pelo meu sogro, que conheceu fisicamente o lugar e viu por diversas vezes ossos humanos naquele local, e é passada no início dos anos 50.
Nesta zona, existiam dois casais: o Casal novo, onde ele viveu, e o Casal da Charneca. Os casais eram constituídos por uma casa de habitação, estábulos e hortas adjacentes, e mais alguns terrenos de cultivo, separados fisicamente entre si, mas que pertenciam aos casais.
Um desses terrenos, que pertencia ao Casal da Charneca, era isolado dos outros por um muro em toda a volta, tinha a forma aproximada a um quadrado com 150 metros de lado. Nesse terreno, existia a um canto uma ruína daquilo que poderia ter sido uma capela ou orada. Frequentemente, quando o terreno era lavrado e era feita uma cava profunda, que julgo se chamava”alquevar”, apareciam os ditos ossos humanos. Todos estavam habituados a estes estranhos achados, dada a sua frequência, e os terrenos continuaram a ser semeados, numas alturas de trigo, noutras de outros cereais, até a agricultura desaparecer como forma de sustento das populações desta zona.
Curioso é que, nesta fase, o leite do Casal Novo chegava à Abrunheira de burra, e os terrenos ainda eram trabalhados com juntas de bois, só mais tarde os tractores começaram a ser a força motriz da lavoura.);
Curioso é que, nesta fase, o leite do Casal Novo chegava à Abrunheira de burra, e os terrenos ainda eram trabalhados com juntas de bois, só mais tarde os tractores começaram a ser a força motriz da lavoura."
quarta-feira, 21 de novembro de 2007
Actividades da Associação Idosos
S. Pedro de Penaferrim
I.P.S.S.
Filiada na C.N.I.S. e U.D.I.P.S.S.
N.I.F. 501 607 870
Rua Humberto Delgado, 17
Abrunheira
2710-052 Sintra
Tel. Fax. 219 259 294/Telem. 969 160 745
Valências: Centro de Convívio em acordo c/ Centro Regional de Segurança Social, para 25 utentes.
Actividades Desenvolvidas
CULTURAIS
Visitas a Museus, Palácios, Castelos e outros locais de interesse.
Deslocações a Teatros (Lisboa) e a Revistas e Teatros no Concelho
Actuações com o nosso Grupo Coral, (VOZES DA ABRUNHEIRA)
RECREATIVAS
Bailes (anos 60)
Almoços e Pic Nics
Festas mensais de aniversário dos sócios (inactiva em 2007 por falta de aderência)
Festas de aniversário da Associação
Festa de Natal dos nossos idosos
DESPORTIVAS
Ginástica de gerontomotricidade duas vezes por semana c/ 30 pessoas ás 9h30m (organização da Associação) comparticipado pelos praticantes.
Aulas de hidroginástica (comparticipadas) duas vezes por semana c/ 36 pessoas, (em parceria com a Junta de Freguesia de S. Pedro de Penaferrim), ás 9h30m, com transporte da Junta de Freguesia.
Aulas de hidroginástica (grátis) uma vez por semana c/ 8 pessoas (em parceria coma D.S.A.S. da C.M.S) ás 16h30m, com transporte da Associação Reformados.
LAZER
Trabalhos manuais (diversos) ás 2as e 5as feiras das 14h ás 17h
Praia no Mês de Agosto (duas semanas)
Passeios e excursões
SAÚDE
Vigilância e controlo da T.A.
Vigilância e Controlo da Diabetes
EDUCAÇÃO
Ensino recorrente para adultos com idades entre os 60 e 80 anos, com acompanhamento de um professor enviado pela D.R.E.L. (inactivo em 2007 por as condições que temos não se ajustarem ao programa da DREL)
HORÁRIOS PRATICADOS NO CENTRO DE CONVIVIO
De segunda a sábado das 9.00 ás 18.00
Aos domingos das 13.00 ás 18.00
GRUPO CORAL
Ensaia ás 4as feiras das 16h30 ás 18h
SÓCIOS E LIMITE DE IDADE
Não há limite de idade para ser associado, actualmente os sócios encontram-se numa faixa etária entre os três e os noventa e cinco anos.
O número de sócios até 30 de Dezembro de 2006 era de 320
NOTA
As aulas de ginástica, as festas de aniversário da Associação, festa de Natal, as Assembleias-Gerais, e todos os eventos que tenha de comportar mais de 30 pessoas, são efectuadas no pavilhão da URCA, gentilmente cedido pelas Direcções, em virtude da Associação não possuir condições próprias para o efeito.
Sesmarias........
E esta heim...........
"Por todo o nosso País, pelo Brasil e em todas as outras Terras que foram colónias deste império, há referências a este nome, comprovando assim a importância desta lei, promulgada a 28 de Maio de 1375 pelo Rei D. Fernando I em Santarém.
A nossa região não é excepção, e, decerto, o nome dado ao rio aqui na Abrunheira, é uma herança de há 632 anos. Tal como acontece por todo o lado, o nosso rio das Sesmarias, já não tem a importância que tinha, vejamos alguns exemplos naquele (ido) presente: Porque nos servimos dele, tratamo-lo com todo o cuidado, está sempre limpinho. É da sua água que regamos as hortas, a sua água dá de beber à sede dos nossos animais, na sua água, em sítios bem definidos, as nossas Mães/Avós lavam a roupa, ainda num ou noutro local, conseguimos fazer pequenas represas para que, quando o calor aperta, a gente consiga disfarçar a distância da praia do mar. Neste mesmo rio, lá pró Carnaval, podemos apanhar inguias às dezenas e também os bons agriões porque da outra salada é preciso comprar semente, deitar na terra e esperar que cresça.
Quando ouvirem dizer que existe um rio que passa na Abrunheira e vai correndo, agora já não se sabe muito bem por onde, até à costa de Carcavelos, digam alto que o seu nome é: SESMARIAS. "
S. Félix
Sim, a Abrunheira já teve um campo de futebol!

Como não sei em que ano foi desactivado e muito menos quando foi construído, deixo este tópico para que alguém que saiba mais do assunto possa contar esta história."
terça-feira, 20 de novembro de 2007
O Natal está aí........

"As iluminações de Natal vão encher de luz o Centro Histórico e a Vila de Sintra. A 23 de Novembro, às 18H00, o Presidente da Câmara de Sintra, Fernando Seara, vai acender as cerca de 720 mil de luzes que vão enfeitar as ruas da vila até 7 de Janeiro. O Largo do Palácio da Vila, bem no Centro Histórico, estará "coroado" com uma enorme árvore de Natal, com 15 metros de altura, 6 metros de diâmetro, 4 toneladas, mais de 5 mil lâmpadas e flores de Natal.Das artérias iluminadas destaque para a Av. Heliodoro Salgado, Estefânea, Largo Afonso Albuquerque, Volta do Duche, Largo Rainha D. Amélia, Praça da República, Rotunda do Ramalhão, Largo Chão de Meninos e Largo da Feira de S. Pedro.De destacar, ainda, a utilização da tecnologia mais avançada em termos de iluminação, com a colocação de lâmpadas "led" (lighting emiting diodes), com um baixíssimo consumo, com uma durabilidade superior e com um intensidade de luz também muito superior."Associação Reformados da Abrunheira

Mas para já e para nos situar-mos, começo por dizer-lhe que esta Associação é uma IPSS, é também das mais antigas do Concelho, que se encontra localizada num terreno doado ao Município de Sintra, estando aí instalada a URCA, a Associação ocupa uns barracões que outrora foram as coelheiras da Quinta, que depois foram adaptados da melhor maneira na época, para albergar os associados, uma situação PROVISÓRIA, que vai fazer vinte e cinco anos no dia 23 de Março de 2008. Não me aventuro a falar de dificuldades, posso é dizer que, com todas as contrariedades nós conseguimos fazer mexer esta casa, fazer com que nos conheçam, mostrando o que somos o que fazemos, e o que queremos, não escondemos nada, agrade ou não. Mas sobretudo interessa fazer com que os idosos não fiquem fechados entre quatro paredes, defronte da caixinha preta que mudou o mundo e os hábitos, contribuindo para obesidade, por não conseguirem digerir todas as telenovelas dos vários canais (desde as 6h ás 24). Para depois no maior desrespeito serem abandonados ou depositados no (Velhão, está muito em moda, é uma espécie de contentor para não aproveitamento ou reciclagem.)
A seguir mostro aquilo que fazemos ao longo do ano, e mais uma vez convido todas as pessoas a visitar-nos, para terem uma noção de como não é fácil desenvolver as tarefas dentro do espaço físico que possuímos. Aproveito também, para divulgar que no dia 25/11/2007 Domingo pelas 14horas se realiza a nossa Assembleia-Geral, para aprovação do Orçamento Previsional para o ano de 2008, contamos com os sócios.
Esta casa já teve no meu mandato, com muito custo e um certo prazer, as visitas de várias entidades, tais como a então Presidente da Câmara Municipal de Sintra a Exma. Dra. Edite Estrela por duas vezes, o Exmo. Dr. Fernando Seara por duas vezes, o Vereador da Acção Social Exmo. Dr. Marco Almeida por três vezes o Vereador da Acção Social Exmo. Dr. Lacerda Tavares por três vezes, para alem dos Presidentes da Junta de Freguesia Sr. António Paulos e Sr. Fernando Cunha, e outros membros dos executivos, portanto conhecidos devemos ser, com que rótulo é que desconheço.
Cara Aldeã,
Não sou filha da terra,mas considero-me como tal, pois estou cá há 11 anos e fui muito bem recebida por esta gente tão simpática, tenho muitas amizades de que me orgulho e também já tenho uma filha que foi gerada aqui, portanto já faz parte da familia.
Quero com isto dar os parabéns pelo Blog pois é uma mais valia para tudo que vier de bom para a Abrunheira, e obrigada pelos comentários esclarecedores a respeito das histórias ao longo destes anos todos, pois para os nossos jovens é bastante interessante(e falo pelos meus filhos que já ficaram interessados e querem saber mais).Continuação de muitas descobertas e que através deste blog se abram portas para um futuro melhor dentro desta comunidade.
ALDA
Obrigado Alda, mas este blog, apesar de pensado e elaborado apenas foi um começo, pois sem os maravilhosos colaboradores que vou angariando seria impossivel chegar até aqui.
No fundo estamos todos de parabéns.
segunda-feira, 19 de novembro de 2007
Escola Nova


Da foto a preto e branco para a foto a cores, pode ver-se que, por cima das nossas cabeças, apareceu um ponto de iluminação. Por outro lado, se virmos com atenção nas fotografias, as sombras são de uma estrutura que estava construída, mas que não tinha ainda telhas, e julgo que no ano seguinte já tinham sido colocadas as chapas de fibrocimento que lá estiveram durante alguns anos.
Sujeito a erros temporais, aqui fica mais uma memória. "
Abrunheira = Brasil
Já se vai ouvindo cada vez menos, mas ainda se diz uma ou outra vez, e sempre da boca de pessoas mais velhas que eu, referindo-se à Abrunheira como "Brasil". Pois é, o que teremos a ver com o Brasil…
O feito dos nossos heróis, Gago Coutinho e Sacadura Cabral, saindo de Lisboa no hidroavião "Lusitânia" em 30 de Março de 1922, fazendo a rota do Atlântico Sul e chegando ao Rio de Janeiro no Hidroavião Santa Cruz a 17 de Junho de 1922, teve um alarido muito grande em todo o País. Era uma época em que os valores e a auto-estima estavam de rastos por cá (onde é que já ouvi isto??), e então, um feito destes, sim porque esta viagem dos dois Portugueses, foi um marco muito importante na evolução da aviação civil entre os dois continentes, era suficiente para dar ânimo e esperança a esta Gente.
Na Abrunheira o acontecimento também foi vivido com o entusiasmo inerente. Foi de tal forma que houve quem quisesse imitar os Heróis Nacionais.
Um dos protagonistas, não me lembro do nome mas lembro-me da pessoa, morava num casal onde é hoje a rua da escola , em frente à Rua de S. José. Acho que era família do Mário Martinho. De quem me lembro bem era do "Coutinho" marido da Judite Caracol. Ora a quinta do Caracol Velho (que fumou cachimbo até morrer muito Velho) era quando se desce a Rua Humberto Delgado, a seguir à Quinta do Azevino do mesmo lado. Pois o Coutinho, genro do Caracol Velho, era homem de músculos. Por mais de uma vez, na taberna do Faial, hoje da Viuva e Filha Isabel do António José, que morreu há relativamente pouco tempo, por mais de uma vez, dizia eu, este homem, que se chamava Coutinho igual ao Herói que voou com o Sacadura até ao Brasil, levantou com os dentes um barril de vinho de 50 litros. Este Coutinho ainda me lembro de o ver, de picareta nas unhas (mãos) a abrir valas para a colocação da água canalizada que vinha aí à pressa, pois já estava atrasada, mas finalmente quase a chegar à Abrunheira.. Era um homem forte até começar, à medida que O tal Tempo, a curvatura do peso do (outra vez) Tempo contado em anos de idade, que começaram a ser muitos, e também me lembro de ver este Coutinho arrastando os pés pesados pelo Tempo que passou.
Quando ainda eram fortes, lá por alturas de 1922/23, e como também queriam ser heróis, o Coutinho e o Outro (que me desculpem a ida da memória) construíram como puderam, e com a ciência que a vivência lhes deu, um avião à semelhança do "Lusitânia" mas aí com um terço do tamanho ou menos, para poderem utilizar como rampa de lançamento um "zambujeiro" (parente pobre da oliveira) aqui por cima das "pateiras". Claro que a rampa de lançamento não foi suficiente para que o Coutinho e o Outro conseguirem concretizar o seu sonho… voar como faziam os pombos, as rolas, os melros, sim… porque o Lusitânia ou qualquer outro avião eles nunca viram, daí acreditarem que bastava construírem uma coisa com asas para poderem levantar voo e irem até ao Brasil, que a vivência lhes dizia que era já ali. Pois é, o trambolhão foi instantâneo, assim que fizeram peso no "hidroavião" em cima do zambujeiro, caíram com os quatro costados no chão e assim se acabou a viagem até ao Brasil.
Mas se aqui acaba a história do voo até ao Brasil para o Coutinho e para o Outro, também aqui começa outra história. À conta deles, e como havia espectadores, os de Albarraque, Linhó, Mem Martins e doutras terras ainda mais longe, em jeito de chacota, começaram a chamar-nos "Brasileiros" e à Abrunheira "Brasil". Por acaso já repararam que o café na Av. Dos Combatentes, em frente ao Trilho se chama "Brasil"? e sabem porquê ? Exactamente…, por causa da história do Coutinho e do Outro. Na época da inauguração do Café Brasil pelo "Manel do café" genro do autêntico Saloio "Sabino" homem grande que fazia dois de mim, e que tinha tanto de grande como de bom. Usava barrete, aquele barrete preto à Saloio, e aqueles calças de cetim que apertavam até por cima da barriga com a devida saliência, e também aquelas camisas que hoje só costumamos ver nos trajes dos ranchos folclóricos…. Voltando ao fio da inauguração do café, estava-mos lá pra 1964/65/66 (tenho que lembrar que eu e O Tempo que passa não nos damos lá muito bem) e naquela época ainda era normal nos arredores chamarem mesmo "Brasil" à Abrunheira e a nós, os de cá "Brasileiros".
Sil Félix
domingo, 18 de novembro de 2007
Dia Universal da Criança

Em 1954, a Assembleia Geral das Nações Unidas recomendou [resolução 836 (IX)] que todos os países instituíssem o Dia Universal da Criança, para celebrar a fraternidade e compreensão entre as crianças do mundo inteiro e organizar actividades adequadas à promoção do bem-estar de todas as crianças. Propôs que celebrassem o Dia na data e da forma que cada um considerasse mais conveniente. A 20 de Novembro assinala-se o aniversário do dia em que a Assembleia aprovou a Declaração sobre os Direitos da Criança, em 1959, e a Convenção sobre os Direitos da Crianças, em 1989.
Pax Christi Portugal - Movimento Católico Internacional ao Serviço da Paz
Grupo Coral Alentejano "Unidos da Urca"
Origem do nome. Será???

Não conheço documento (e em tempos procurei) nenhum que explique a origem do nome ABRUNHEIRA, até porque existem várias localidades no nosso país com este nome.
No nosso caso, o que se sabe é que ao longo do nosso rio das "Sesmarias" (outro nome com história), existem ou existiam, dezenas de árvores que produzem um fruto (considerado bravo porque não é comercializado e cresce em total liberdade) como se fosse uma ameixa pequena, do tamanho de um bago de uva dos maiores, que se chama ABRUNHO. Comi muitos destes frutos, quando maduros são muito bons mas têm um travo amargo no final. Talvez esse travo tenha traçado o destino dos nossos ABRUNHOS. Bom, eu, e muito mais gente, pensamos que o nome da nossa Terra, vem exactamente da existência na nossa zona de muitas destas árvores.
ABRUNHEIRA sítio onde há muitos ABRUNHOS."
APELO URGENTE

O alerta é para o facto de um dos brinquedos, uma espécie de balancé que pode funcionar com duas ou quatro crianças, estar a desapertar-se. Já está bastante desengonçado e pode a qualquer momento soltar-se. Este brinquedo precisa de intervenção urgente, se alguém responsável pelo equipamento nos ler – dêem lá um jeitinho naquilo!"
Fundação da URCA
Capítulo II
Antecedentes
Pelo que disse no capítulo anterior, pode concluir-se que é a vertente Cultural que vai influir duma forma decisiva, na fundação e nos primeiro tempos de funcionamento da URCA.
O café do Cabaço era o nosso ponto de encontro. Ali conversávamos, via-mos televisão, lia-mos as notícias, conspirávamos, namorávamos e também comia-mos e bebia-mos, jogávamos matraquilhos, jogávamos king, enfim era a nossa segunda casa e para alguns quase a primeira.
Quando o Cabaço fechava, ainda subia-mos o "corronquinho" (não sei a origem do nome nem se a palavra está bem escrita, mas era assim que se chamava a rua e o local onde hoje é a drogaria e as moradias à volta, para além disso ainda não havia nomes de ruas) e ficava-mos à conversa, muitas vezes anti-poder, na esquina da MFA com a Ferreira de Castro madrugada dentro, e sempre atentos a qualquer movimentação suspeita, a PIDE andava aí.
Entretanto é de realçar a ajuda que algumas pessoas nos davam para as nossas festas e comemorações. O Sr. Saraiva da serração, que por várias vezes nos emprestou as suas instalações para aí fazermos bailes ou programas de "variedades". O Manuel Cabaço e a D. Silvina que nos aturavam todos os dias e, visto à distância, tinham muita paciência, o Joaquim Santos e a Julieta que acompanhavam a Odete que fazia parte do núcleo duro, e muitas reuniões foram feitas na casa deles.
Com a aproximação do 25 de Abril, na altura dos episódios do 16 de Março (levantamento militar do quartel das Caldas da Rainha) e ida da "Brigada do reumático" a S. Bento, a publicação antes do livro "Portugal e Futuro" do General Spínola, fez com que nós andássemos um bocado agitados. Chegava-nos todos os dias à mão propaganda contra a guerra colonial, contra a pide, enfim tudo o que o regime proibia e considerava propaganda comunista e anti-patriótica. Naquele final de 73 e princípio de 74, assisti várias vezes em Lisboa a investidas da polícia de choque. Nenhum de nós queria ir para uma guerra, que, muitos de nós já considerávamos injusta, não só para nós, como para os povos das antigas colónias. A guerra era o motor mais visível da contestação ao regime, na população duma forma geral, e dentro do regime.
Em finais de 73 houve as últimas pseudo-eleições promovidas pelo regime, em que, muito embora se tenham apresentado listas de oposição (CDE + CEUD….) acabaram por desistir porque não conseguiam fazer campanha. Qualquer comício ou simples reunião promovida pela oposição, era logo invadida pela policia com orientação da PIDE (nessa altura DGS). Um desses acontecimentos que conseguiu chegar ao conhecimento da generalidade dos Portugueses, foi uma encontro em Aveiro promovido pela CDE, em que os participantes eram em tal número que a polícia+pide não conseguiram esconder, como sempre faziam. Todo este ambiente desenvolvia um espírito cada vez mais revolucionário.
25 de Abril de 1974 pelas 7.00 horas a minha Mãe chama-me, como de costume, e diz-me que…. enfim, era melhor não ir para Lisboa porque estavam a dizer no rádio que havia por lá uma revolução. Como se duma mola se tratasse, sentei-me na cama acendi o rádio que tinha à cabeceira e que estava sintonizado no Rádio Clube Português, e só ouvia marchas militares, perguntei à minha Mãe o que tinha ouvido, mas ela coitada estava mais baralhada que eu. A minha grande dúvida naqueles minutos, era se o golpe seria de esquerda ou de direita, ou melhor, se contra ou a favor da guerra, e as marchas militares não me agradavam nada. De repente, parou a marcha e ouvi a voz inconfundível do Luís Filipe Costa lendo o célebre comunicado do MFA "Aqui, posto de comando do Movimento das …..etc, etc", que, dizia o que eu queria ouvir, ou seja, os principais objectivos do movimento eram; Derrubar a ditadura, instaurar a democracia e acabar com a guerra colonial (na altura, guerra do ultramar)
Levantei-me mais depressa que o costume, e passando pela preocupação da minha Mãe a que se juntava também o meu Pai, lá fui apanhar a camioneta para Sintra, bebi a bica no Cintya e antes de entrar no comboio que acabava de chegar, reparei que chegavam muitas pessoas, vindas concerteza de Lisboa, como se fossem 7 horas da tarde. Então fui atrás dum funcionário da CP e perguntei se ia haver comboios para o Rossio, e ele disse-me que sim, só não sabia é se depois havia de Lisboa para Sintra. Sem problema nenhum, pois o que eu queria era ver a revolução ao vivo, lá fui como se dum dia normal se tratasse, até ao Rossio. Como todos sabemos não foi um dia normal, mas o que se passou comigo é outra história, interessa é que ao fim do dia 25 de Abril de 1974 já estava na Abrunheira com os meus comparsas a trocarmos as histórias do Dia, e eu com a edição actualizada do "O Républica" (Que guardo comigo até hoje), e a delinearmos a estratégia para o nosso grupo, agora em total e completa liberdade. Passamos essa noite a jogar king e a ouvir as notícias pela rádio na adega do Pai do Zé Carmo Silva. Tenho receio de referir nomes porque podem falhar alguns e até mencionar outros que na altura não estavam, mas não errarei muito se disser que nessa noite pelo menos estava eu, o Zé Carmo Silva, Zé Marques, Fernando Marques, Mário Martinho e Rui Simplício.
O ano de 1974 foi correndo com todos os acontecimentos que nós conhecemos, e as nossas actividades foram evoluindo, agora com outras matérias, e o conceito de Associação foi crescendo até que nos finais de 1974 o que viria a ser a URCA estava feita. Fomos falando com o pessoal do futebol e no final do ano estava tudo acordado. Faríamos a união e o nome penso que foi logo acordado com eles.
Fomos fazendo o trabalho de casa e, lembro-me bem, que uns dias antes ou na véspera de 3.01.1975, reunimos na casa dos Pais da Odete Santos (pelo menos), eu, Carmo Silva, Zé Marques, Fernando Marques, Mário Martinho, Paulo Jorge, Zé Barros, Cristina Peniche, Fernanda Barros, Joaquim António (Quitó) e Odete Santos. Assistiram, porque estavam em casa, o Joaquim e a Julieta Santos. Ai foi combinado tudo o que havia para combinar e ficamos prontos para o grande momento.
No dia 3 de Janeiro de 1975, reunimos uma grande Assembleia no local onde funcionava a sede do Grupo Desportivo e se chamava "A Sociedade".
Foi declarada a criação da URCA-UNIÃO RECREATIVA E CULTURAL DA ABRUNHEIRA, e foram logo eleitos os Órgãos da nova Associação. Direcção, Mesa da Assembleia Geral e Conselho Fiscal. Assinaram o livro de presenças, e, por consequência passaram a ser Sócios fundadores, cerca de 30 pessoas. "
História da sua Rua

Do amigo Frederico Madeira recebi a história desta rua.
Até aí, o troço inicial da rua tinha a denominação de Rua Principal, e o actual Beco da Saudade era a Rua Projectada à Rua Principal. Do talho para baixo, não consigo precisar, e ninguém parece ter a certeza do nome. A opinião mais comum é que não havia nome, cada um chamava-lhe mais ou menos o que lhe parecia bem. Para uns, era a Rua do Lavadouro, para outros, a Rua de Santa Cruz ou Rua de Santo António. Não era grave, todos se conheciam e a correspondência chegava sempre ao destino.
A foto que envio do início da rua, data do início dos anos 80. Pode ver-se que a estrada fazia um pequeno desvio, não vinha a direito como hoje. Nesse pequeno largo, parávamos o carro, mas repare-se que quer nesta foto, quer noutra que aqui está no blog e data de 71, não se vê, nem o nosso, nem qualquer outro automóvel!

Mas era também neste largo que no São Pedro fazíamos a nossa fogueira. Recordo-me de, na altura, se fazerem várias cá na terra, e inevitavelmente o Ti Maltês tocava umas “modinhas” na sua concertina.
Mas vamos mais para trás, e aqui, naturalmente, já escrevo depois de algumas dicas.
Antes de chegar o alcatrão, esta rua era em pedra e terra, e era só sazonalmente arranjada, porque o agricultor Silvestre Félix (avô e padrinho daquele que conhecemos com o mesmo nome), alugava uma debulhadora que tinha de passar para chegar à eira comunitária que existia no início da Rua da Colónia, logo ali à esquerda de quem atravessa a ponte. Por essa altura, e como a máquina tinha rodas de ferro e era puxada por um tractor de lagartas, era necessário aqui e ali alisar a estrada. Açoreava-se o Rio das Sesmarias e com a terra e areia que se retirava enchiam-se os buracos da rua e então a máquina lá passava. Durante o resto do ano, o trânsito era normalmente de carros de bois, que ao que consta derrapavam nas pedras desta artéria.
Por essa altura, existia também, em frente ao actual talho, um lavadouro que não era mais que uma ribeira com duas ou três pedras lisas, onde algumas das moradoras lavavam a sua roupa. Essa ribeira foi “manilhada” nos primeiros trabalhos de saneamento básico, em 75 ou 76. Eventualmente, ainda existem vestígios dessa linha de água, entre as Ruas Ferreira de Castro e do Forno.
Quando a rua foi alcatroada pela primeira vez no início dos anos 50, o alcatrão acabava pouco depois do Santo António, no largo onde começa a Rua Humberto Delgado. Como sempre, a ocasião foi assinalada com uma festa, no largo do chafariz do Santo António, a celebrar a chegada do alcatrão dentro da Abrunheira."
sábado, 17 de novembro de 2007
Espectáculo Mercedes-Benz
para quem gosta de música de Coimbra, não se esqueça de aparecer na Mecedes-Benz,hoje a partir das 21 horas.
Tenho a certeza que o Grupo Alma de Coimbra vai cantar e encantar todos os presentes.
Costumes

sexta-feira, 16 de novembro de 2007
Um tostão pra igreja................ Qual? Onde?

Teatro infantil da URCA
Já há algum tempo que tinha pensado enviar estas fotos e contar um pouquinho da história delas, que neste caso se confunde também com um período em que fiz parte da Secção Cultural da URCA.

Estas fotos correspondem em príncipio à Festa de Natal de 1982, e à data eu não fazia parte de nenhum orgão da URCA. Nesta altura, a colectividade tinha uma função social muito importante, distribuia prendas a todas as crianças que se inscrevessem e proporcionava um verdadeiro convívio entre todas elas. Havia um espectáculo de teatro infantil e, tanto quanto me lembro, era distribuído um pequeno lanche - muitas crianças não tinham outra festa. Seria importante que alguém daquela altura nos explicasse como é que essas prendas eram adquiridas, se eram compradas ou doadas por alguém, o que eu desconheço, mas recordo o frenesim que se sentia nos miúdos nos dias que antecediam o grande dia!
Na foto em que se encontram a Anabela, a Xana a Clara e a Sandra, o fundo é o cénario da peça de teatro "O Palhaço", que voltaríamos a levar à cena posteriormente.

Estas foram tiradas no dia 18-12-83 no pavilhão do Bairro da Tabaqueira, na Festa de Natal da S.I.C. (uma antiga fábrica de confecção de Mem Martins) para a qual tinhamos sido convidados. A peça era " A Vaquinha Micaela". Naquela altura, também apresentávamos o "Palhaço", muito bem feito pelo Marinho Peniche que, com mais ou menos choraminguisse, acabava sempre por se saír bem na hora da verdade. Nesta altura, tinha-se perdido o núcleo duro e importante do GITU e ali estávamos eu, o Luís Peniche e a Fernanda Barros, todos meio imberbes, todos a julgar que podiamos mudar o mundo. Éramos a Secção Cultural, a Fernanda, além disso, ensaiava tudo o que havia, da dança Jazz ao teatro. Nós pintávamos cenários, acarretávamos com a mobília e a aparelhagem, faziamos o som e a iluminação possível e tudo o mais relacionado com estas actividades, quer aqui, quer nas deslocações.
Este dia, tanto quanto a memória me permite recordar, terminou de forma abrupta com um acidente chato. Tinham-nos dado alguns bolos e sumos e algum dinheiro, e nós os três, ou melhor, a Secção Cultural, decidiu que o melhor era fazermos a nossa própria festa. Comprámos mais algumas coisas e partimos para uma animada tarde no pavilhão da URCA, com todos os envolvidos na dança e no teatro presentes. A certa altura, a Ana Adélia agarrou uma das colunas de iluminação, julgo que apanhou um choque eléctrico, e a coluna acabou por cair em cima dela. E acabou assim a nossa festarola de 1983!
Estes cenários da "Vaquinha Micaela" foram pintados em duas ou três noites, pelo Zé Barros, por mim e pelo Luís Peniche. Recordo-me do frio intenso que fazia dentro do pavilhão por volta das 5h30 da manhã no dia em que terminámos as pinturas.
Convém ainda lembrar que a música da peça, ao vivo, era tocada pelo Zé Barros e cantada por todos os intervenientes.
P.S - E é mesmo um Post Scriptum, lembrou-se o Luís que para a dita festa fomos ao Sr. Cabaço comprar uns frangos assados com o dinheiro que nos deram.
Recordações
Lembro-me de algumas vezes, em festas na URCA, actuar um grupo musical composto apenas por jovens da Abrunheira. Se não estou em erro era o Zé Barros, Zé Marques, Caracinha, Cristina Peniche etc.
Também sei que tinham canções bem bonitas, originais e sempre muito aplaudidas.
Alguém quer continuar???
St.º António começou assim....
quinta-feira, 15 de novembro de 2007
Recolha de bens alimentares............
Recolha de alimentos para cabazes de NatalNo próximo fim-de-semana, dias 17 e 18 de Novembro, vai decorrer uma campanha de recolha de bens alimentares nos supermercados Super Cor, Feira Nova e Lidl de Mem Martins a favor da população mais carenciada da freguesia de São Pedro de Penaferrim. Não fique indiferente. Contribua.
Arroz, leite, massa, azeite, enfim, tudo aquilo que puder oferecer à saída dos supermercados Super Cor, no Beloura Shopping, Feira Nova e Lidl de Mem Martins, será bem-vindo e a população mais carenciada da freguesia de São Pedro de Penaferrim agradece. Esta acção de recolha de bens alimentares é promovida pela autarquia local em colaboração com o Moto Clube do Linhó. Os alimentos recolhidos serão posteriormente distribuídos, em cabazes de Natal, à população desfavorecida da freguesia. Esta é uma forma de tornar o Natal mais quente para estas famílias e mais solidário.
Jornal O Correio Digital 15 de Novembro 2007
Chafariz de St. António

Já perceberam? É isso mesmo, estou a falar do chafariz de Santo António, e do lavadouro público, onde existe uma mina muito antiga,(1892).
Era bonito sabermos como foi recuperado, quem ajudou a recuperar, saber como foi possível fazer algumas atrocidades à sua volta, contar até se por acaso houver alguma rivalidade com o nome, ou com as festas que lá se fizeram e acabaram, e porquê? Enfim penso que vai haver pessoas com vontade para o fazer. Força."
A. Bento

História da sua Rua

Há mais ou menos 45 anos no terreiro que existia na actual Rua do Olival em frente da Quinta
Neste terreiro/largo era montado o arraial à moda da época, e considerando que ainda não tinham inventado a "ASAE". Barracas para comes e bebes e um grande coreto para apresentação (duma banda filarmónica) e para actuação do "conjunto" ou, quase sempre, acordionista. Era tudo feito em madeira e coberto com folhas de palmeira que iam buscar algures na Serra. Lembro-me que nos dias mais importantes das comemorações, havia muitos foguetes e o pessoal vestia o melhor que tinha.
Este mesmo local, no resto do ano, servia de campo de futebol e de todas as outras brincadeiras. Para o futebol era o campo do "lugar de cima", porque o do "lugar de baixo" era no Carrascal, ali ao lado do terreno da futura Igreja e em frente ao Vicente. Na época ali era fora de portas.
Quando chegou a hora da Democracia permitir que se desse nomes às RUAS e aos becos, a SAUDADE dos tempos idos bateu mais forte e lá ficou "Beco da Saudade".
Sil Félix
quarta-feira, 14 de novembro de 2007
Ajuda....
Relíquia............
História da sua rua

Igrejas recebem concertos de Natal
Tango Argentino na Abrunheira!!!!!

terça-feira, 13 de novembro de 2007



O que eu conheço, é que é uma obra feita totalmente há mão, por um natural da terra, o Sr. Veríssimo Pedro, foi oferecido há população, teve a sua inauguração em 7 de Outubro de 1924, portanto 83 anos atrás. Este chafariz era abastecido por uma mina existente na Quinta do Anjinho, que chegava até aqui através de uma tubagem que entretanto foi destruída, mas antes também era sistematicamente desviada e vandalizada, por alguém que teria interesse a meio do destino. Hoje apresenta sinais de vandalismo, era bom ser mais acompanhado, já foram pedidos em tempos melhor iluminação, e acompanhamento, e teve. Fico-me por aqui.
Mercedes-Benz oferece espectáculo................

"Antigos estudantes da Academia de Coimbra vão oferecer um espectáculo inesquecível nas instalações da Abrunheira da Mercedes-Benz, no dia 17 de Novembro, pelas 21 horas. Esta é uma forma da empresa de automóveis abrir o seu espaço comercial a eventos culturais.
O Coro Alma de Coimbra, composto por 30 elementos, antigos Estudantes da Academia de Coimbra unidos pelo gosto de cantar e pelo verdadeiro espírito de fraternidade e humanismo, vai oferecer ao público o magnífico som das guitarras de Coimbra. Com este evento, a Mercedes-Benz Comercial pretende criar no seu espaço comercial iniciativas de cariz cultural, estabelecendo, assim, uma relação cada vez mais próxima com os seus clientes e com a comunidade em que se insere.
Carnaval 1984 continuação



O resultado deste jogo foi bastante favorecedor para ambas as equipas: 2-2
No ano seguinte o jogo repetiu-se, não tenho fotos.
Em 1986 voltamos a reunir, só tenho fotos das casadas. Não me lembro do resultado, mas deve ter sido um empate.

Mais tarde, com o nosso ringue começado retomamos os jogos,1995 equipa casadas, desta vez futebol de 5

No ano seguinte arranjamos mais algumas atletas;
Casadas

Momento de descanso

Grandes momentos, sem dúvida. Ainda sinto forças para repetir, por isso se houver por aí pessoal com disposição podemos retomar estas paródias."
Obrigado Paula, pelo seu contributo
segunda-feira, 12 de novembro de 2007
Carnaval de 1984

domingo, 11 de novembro de 2007
Antes de....... URCA
A desportiva que já existia como Grupo Desportivo e Recreativo da Abrunheira, com alguma história na actividade recreativa com a realização de festas em honra do S. António, no Carnaval criação e apresentação de "cegadas", tradicional comédia em que os temas abordados envolviam a própia população, e "iam à cena" na rua. o carnaval era a época do ano em que os moradores da Abrunheira davam azo à sua imaginação e faziam as mais imprópias tropolias uns aos outros. Também havia uma altura do ano em que se organizavam "Marchas Populares" (tenho ´dúvidas se seriam por altura da Páscoa ou Santos Populares). Ainda me lembro de ouvir a minha mãe trautiar uma destas marchas. à medida que andamos para tráz nos anos, a organização tinha mais envolvimento religioso, e durante muito tempo, a Comissão de Festas era comum à Abrunheira a Manique de Cima, exactamente por causa da Capela que ainda hoje lá está em Manique.
Bom, mas em 1974/75, tudo isto se tinha perdido há bastante tempo e só restava, no âmbito recreativo a realização de bailes com acordeon, e no desportivo, o futebol e mesmo assim muito pouco. Praticamente só havia solteiros/casados uma ou duas vezes por ano. A sede funcionava no que se chamava "A Sociedade" a mais ou menos 100 m quando se desce do chafariz, e do lado direito. Hoje é uma casa de habitação normal reconstruida há uns anos.
Retomando o fio, e agora falando da outra corrente, a Cultural, que já se movimentava em grupo desde 1972 em manifestações culturais e recreativas. Era um grupo muito jovem com idades desde os 14 aos 20 anos e que incluia operários, trabalhadores de serviços, estudantes do secundário e universitário e também alguma ligação a sectores progressistas da Igreja Católica. Esta actividade era desenvolvida dentro e fora da Abrunheira, designadamente em Sintra e no Algueirão. Era neste ambiente exclarecido, e no tempo em que existia uma guerra (antigas colónias) para onde nenhum de nós queria ir e com uma primavera "Marcelista" a tornar-se cada vez mais negra, e sempre com a preocupação de não se chocar com um PIDE na primeira esquina, que alguns de nós concluiram capitalizar o espírito progressista, e, em grupo, fazer alguma coisa pela sociedade. Esta aprendizagem foi decisiva para o sucesso da URCA como núcleo de desenvolvimento da população da Abrunheira. Os nossos objectivos não eram só as actividades culturais, desportivas e recreativas, nós queriamos mesmo criar um "Centro Social" onde pudesse caber tudo isto e a criação dum infantário, apoio à terceira idade, centro de saúde, alfebatização, etc, etc.
Até ao 25 de Abril, na Abrunheira, festejamos o carnaval, Páscoa e os anos de um ou outro com bailes e pequenos quadros, quase sempre cómicos, que faziam as delícias até dos nossos pais.
Fora da Abrunheira, participamos em outros acontecimentos de cariz cultural, no Algueirão e em Sintra, como a festa dos Avós que tinha o apoio de alguns empresários da Concelho e da Igreja do Algueirão.
Acima de tudo, conversavamos muito, e naturalmente das coisas que para nós eram importantes. Com a chegada do 25 de Abril tudo melhorou e daí até à criação da URCA foi um instante.
Saudações
Silvestre Félix"


